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Matemático do Impa é preso na Armênia; instituto pede libertação

Matemático russo Mikhail Verbitskiy é detido em Yerevan; Impa pede libertação imediata e vê caso como ataque à pesquisa e à cooperação científica

O novo campus do Impa
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  • O matemático russo Mikhail Verbitskiy, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), foi detido no Aeroporto Internacional de Zvartnots, em Yerevan, Armênia, na quinta-feira (11).
  • A detenção ocorre em meio a acusações de terrorismo e extremismo, ligadas a um mandado expedido pela Rússia; Verbitskiy nega as acusações.
  • O Impa divulgou nota expressando profunda preocupação e pediu a libertação imediata do pesquisador para que ele possa retornar ao Brasil.
  • Segundo apoiadores, a detenção pode ter relação com motivações políticas; desde 2024 ele é alvo de um processo criminal na Rússia e, em 2025, foi incluído na lista do Kremlin de terroristas e extremistas.
  • O Impa informou que solicitou às autoridades armênias a libertação do pesquisador e lembrou a importância da liberdade de pensamento e da segurança dos pesquisadores; não há, até o momento, detalhes divulgados sobre fundamentos jurídicos ou tramitação de extradição.

O matemático russo Mikhail Verbitskiy, pesquisador do Impa, foi detido na quinta-feira (11) no Aeroporto Internacional de Zvartnots, em Yerevan, capital da Armênia. A prisão ocorreu segundo a unidade de ensino.

O Impa divulgou uma nota expressando profunda preocupação e solicitando a libertação imediata do cientista. Verbitskiy trabalha no instituto desde 2017 e é reconhecido internacionalmente na área de geometria complexa.

A detenção, segundo apoiadores, pode estar relacionada a um mandado russo por acusações de natureza política. Desde 2024, Verbitskiy enfrenta processo criminal na Rússia por supostos apelos públicos ao terrorismo, fato que ele nega. Em 2025, seu nome foi incluído na lista de terroristas e extremistas.

O Impa informou ter pedido às autoridades armênias a liberação para que o pesquisador retorne ao Brasil e retome suas atividades. A instituição ressaltou que o livre exercício do pensamento e a segurança de pesquisadores são pilares para o progresso da ciência.

Até o momento, as autoridades de Yerevan não divulgaram fundamentos jurídicos da detenção nem informações sobre eventual extradição solicitada pela Rússia. O Kremlin também se manifestou sobre o caso, sem detalhes adicionais.

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