- Na Califórnia, o X-59 atingiu aproximadamente 1.487 km/h a 55 mil pés em teste recente, avançando em voos supersônicos silenciosos.
- O protótipo já havia rompido a barreira do som pela primeira vez em 5 de junho, durante outro voo de teste no mesmo período.
- Para seguir adiante, serão realizados meses de testes de desempenho de segurança e manobras em diferentes altitudes antes da validação em comunidades.
- Estão previstos voos a 55 mil pés sobre cidades dos EUA para medir a percepção do ruído no solo, com os dados, posteriormente, enviados a reguladores.
- A missão Quesst busca abrir caminho para regras globais que permitam voos comerciais supersônicos sem o estrondo sônico, com base em evidências de baixo ruído.
O protótipo da NASA, o X-59, confirmou mais um marco rumo ao retorno do voo supersônico comercial, sem o estrondo sonoro. O feito ocorreu na última sexta-feira, 12, em atmosfera de testes, nos céus da Califórnia, com velocidade próxima a 1.487 km/h e altitude de 55 mil pés.
O teste anterior, em 5 de junho, já havia mostrado que o X-59 rompe a barreira do som, abrindo caminho para avaliações de voos supersônicos silenciosos sobre áreas habitadas. Os dados coletados ajudam a avaliar viabilidade e impacto sonoro.
Próximos passos para o X-59
Para seguir no cronograma, o veículo passará por meses adicionais de testes de desempenho e segurança, com manobras em diferentes altitudes. Só então a NASA iniciará a validação em comunidades.
Planeja-se voos do X-59 a cerca de 55 mil pés sobre várias cidades americanas para medir a percepção do ruído no solo. As informações serão repassadas a autoridades regulatórias nacionais e internacionais.
Viés histórico e regulatório do tema
A missão, denominada Quesst (Tecnologia SuperSônica Silenciosa), mira reduzir o ruído de forma a permitir ajustes na regulamentação global. A ideia é fundamentar evidências científicas para revisar leis que hoje limitam voos supersônicos sobre terra firme.
A história do Concorde, último avião de passageiros supersônico comercial, é lembrada pela velocidade de transatlântico em menos de quatro horas. O modelo encerrou operações em 2003, em meio a custos, consumo elevado e questões de ruído.
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