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Celulares apontados como fator na queda de práticas sexuais e da gravidez

Estudo associa popularização precoce de smartphones à queda da fertilidade nos EUA entre 2007 e 2011, com maior impacto entre jovens

Pesquisadores afirmaram que o smartphone pode ter se tornado um "substituto" para o contato físico e a interação humana presencial
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  • Estudo sugere que a popularização inicial do iPhone contribuiu para a queda da taxa de fertilidade nos EUA entre 2007 e 2011, especialmente em condados com amplo acesso a smartphones.
  • A pesquisa comparou a expansão da banda larga móvel com variações nas taxas de natalidade, encontrando quedas maiores em áreas onde mais de 90% dos residentes tinham acesso precoce a smartphones.
  • A redução foi mais acentuada entre adolescentes (15 a 19 anos) e, em seguida, entre mulheres de 20 anos; houve queda menor para mulheres de 30 anos e, em alguns lugares, aumento em outros fatores.
  • Os autores estimam que a popularização do iPhone explique entre um terço e metade da queda geral da fertilidade no período analisado, sem afirmar ser o único fator.
  • Especialistas ressaltam que fatores sociais, econômicos e de saúde pública — como custos de moradia, educação e acesso a contraceptivos — também influenciam as tendências, tornando o quadro mais complexo.

O que aconteceu: estudo sugere que a popularização precoce do iPhone contribuiu para a queda da taxa de fertilidade nos EUA entre 2007 e 2011. A pesquisa liga o acesso a smartphones ao recuo de nascimentos em condados com maior penetração de tecnologia.

Quem está envolvido: Caitlin Myers, economista do Middlebury College e do National Bureau of Economic Research, é autora principal. Ezekiel Hooper é coautor e filho do pesquisador, contribuindo para a tese por meio de dados regionais.

Quando e onde ocorreu: o recuo foi observado entre 2007 e 2011 nos Estados Unidos, com comparação entre condados de alta e baixa adesão a smartphones. O estudo usa dados oficiais de fertilidade e cobertura móvel da época.

Por que isso pode ter acontecido: os autores veem a possibilidade de que smartphones alterem tempo e atenção, reduzindo encontros presenciais e aumentando interações digitais. A diminuição de gravidez entre jovens é destacada como fator relevante.

Metodologia e principais resultados

A pesquisa acompanhou a expansão da banda larga móvel da AT&T, inicialmente a única rede para o iPhone. Condados com mais de 90% de acesso sofreram queda de fertilidade maior que os com menos de 10%.

Entre adolescentes, a queda foi de 26% em áreas de amplo acesso, ante 14% nas de menor acesso. Mulheres entre 20 anos registraram queda de 15% versus 10%; entre 30 anos, o efeito foi menor e por vezes positivo.

Os autores estimam que a popularização do iPhone tenha contribuído entre um terço e metade da queda geral na taxa de fertilidade no período analisado. Não é apresentado um mecanismo único, apenas hipóteses sobre mudança de padrões de relacionamento.

Outros especialistas alertam para o viés de que fatores econômicos e sociais mais amplos explicam parte da tendência. Custos de moradia, educação e mercado de trabalho também influenciam decisões reprodutivas.

O estudo ressalta que não sugere censura de tecnologia, apenas aponta que smartphones integram um conjunto de fatores que afetam a fertilidade. A hipótese é de que a tecnologia altera estratégias de vida e escolhas de relacionamento.

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