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Cemitérios de São Paulo abrigam mais de 400 espécies animais

Estudo em oito cemitérios de São Paulo registra 425 espécies, com predomínio de aves, evidenciando refúgio de fauna na cidade

Duas curicacas com asas abertas caminham sobre gramado verde. Ao fundo, flores brancas e vermelhas desfocadas indicam possível área de jardim ou memorial.
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  • Um estudo em oito cemitérios de São Paulo registrou 425 espécies, principalmente aves, com dados apresentados no Avistar, em maio, no Jardim Botânico.
  • Entre os locais, o Memorial Parque das Cerejeiras concentrou 141 espécies, o maior número da pesquisa, seguido por outros cemitérios como Consolação (20) e Vila Mariana (43).
  • A lista de espécies inclui aves como gavião-pega-macaco, gavião-asa-de-telha, coruja-orelhuda e pica-pau-de-banda-branca; entre os vertebrados, aparecem sagui-de-tufo-branco, teiú-gigante, sapo-cururu, rato doméstico e gambá-de-orelha-preta.
  • O estudo integra o Programa de Manejo da Fauna, criado em 2020, para atender à licença ambiental de operação dos cemitérios e orientar a gestão e a proteção da fauna local.
  • O Memorial Parque das Cerejeiras, com 305 mil metros quadrados e área de proteção ambiental, contou com plantio de cerca de 27 mil mudas nativas e abriga espécies domesticadas como galinha-d’angola e pavão-azul.

Mais de 400 espécies de animais encontraram refúgio em cemitérios de São Paulo, em um estudo que monitorou oito locais. A pesquisa registra 425 espécies, na maioria aves, frequentando os espaços silenciosos da cidade.

O levantamento foi apresentado no Avistar, encontro de observação de aves, no Jardim Botânico de São Paulo, em maio. Os dados envolvem oito cemitérios: Vila Mariana, Vila Formosa, Chora Menino, Tremembé, Parque dos Girassóis, Consolação, Parque das Cerejeiras e um terceiro já citado como estabelecimento privado.

Entre as aves destacadas estão gavião-pega-macaco, gavião-asa-de-telha, coruja-orelhuda e pica-pau-de-banda-branca. Também foram observados sagui-de-tufo-branco, teiú-gigante, sapo-cururu, rato doméstico e gambá-de-orelha-preta, entre outros.

A pesquisadora Celina Yoshiara, coordenadora do estudo, explica que o projeto faz parte do Programa de Manejo da Fauna, criado em 2020 para atender licenças ambientais e pareceres técnicos. Os cemitérios oferecem ambientes com árvores altas, gramíneas e alimentos.

Propriedades dos locais favorecem a biodiversidade. Árvores com troncos grandes ajudam na formação de ninhos e na convivência de diferentes grupos, como aves, répteis e mamíferos. Pica-paus dependem de cavidades para abrigo e reprodução.

Além da fauna, o trabalho avalia a manutenção de áreas arbóreas, incluindo manejo de raízes, adubo, podas e proteção de vegetação. Planos de mitigação incluem monitoramento, gestão de resíduos e proteção de covas para evitar acidentes.

O Memorial Parque das Cerejeiras concentrou o maior número de espécies registradas no estudo, com 141, sendo 123 aves. O local teve campanhas de monitoramento diurnas e noturnas, e há registros de 357 espécies ao redor em um raio de dois quilômetros.

O cemitério Memorial Parque das Cerejeiras possui atuação ambiental expressiva: 305 mil m², com metade destinada a uma área de preservação ambiental, e um répertório de 27 mil mudas nativas plantadas na mata Atlântica.

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