- O AMOC é um sistema de correntes que transporta calor do sul para o norte no Atlântico e influencia o clima global.
- Um enfraquecimento ou colapso do AMOC pode fazer o clima da Europa mudar até 10 vezes mais rápido do que hoje.
- Hoje há risco de cortes no financiamento para o monitoramento do AMOC, o que deixaria a região sem dados essenciais para entender o futuro climático.
- O custo estimado para manter todo o monitoramento é de cerca de € 25 milhões por ano; a União Europeia lançou o OceanEye com € 50 milhões para observação oceânica.
- Há debates e incertezas sobre se o AMOC já enfraqueceu, consequência da escassez de observações diretas a longo prazo.
O monitoramento da Circulação Meridional de Alteração do Atlântico (Amoc) está sob ameaça. Pesquisadores alertam que a falta de dados pode comprometer previsões climáticas, com impactos na Europa e no mundo.
Especialistas destacam que a Amoc é um sistema de correntes que move calor entre hemisférios, influenciando clima, agricultura, infraestrutura e saúde. Mudanças fortes podem alterar padrões de chuva, elevação do nível do mar e eventos extremos.
Hoje, a vigilância da Amoc enfrenta cortes de financiamento em diversas frentes. Nos EUA, o governo propôs reduzir verbas para NASA, NOAA e NSF, afetando programas de observação oceânica. A decisão desfez parte do Ocean Observing Initiative.
Na Europa, o planejamento da OceanEye recebeu €50 milhões para observações oceânicas. Ainda assim, a continuidade das operações depende de navios e equipes já contratados, que vão precisar de financiamento e logística.
Pesquisadores ressaltam que o monitoramento de longo prazo começou apenas há duas décadas, a partir de projetos nacionais. Hoje a ausência de observações diretas dificulta entender mudanças históricas da Amoc.
O texto ressalta a necessidade de um efetivo financiamento internacional para manter um programa de observação aberto e contínuo. O custo estimado fica em cerca de €25 milhões por ano.
Os signatários do apelo pedem cooperação entre UE, Reino Unido e parceiros globais para assegurar a continuidade das observações da Amoc, antes que o desaparecimento de dados se torne irreversível.
- Penny Holliday, chefe científico do National Oceanography Centre, pesquisa circulação oceânica há 30 anos
- Dr. M Femke de Jong, cientista sênior do NIOZ, atua na temática da circulação atlântica há 23 anos
- Dr. Sjoerd Groeskamp, cientista do NIOZ, estuda física oceânica e termodinâmica
Entre na conversa da comunidade