Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Além do tempo de tela, o que os jovens fazem no celular

Qualidade das interações digitais importa mais que horas; no Brasil, uso excessivo de telas está ligado à piora da saúde mental de jovens

Vida entre telas: realidade nos lares do país
0:00
Carregando...
0:00
  • A Organização Mundial da Saúde estima que mais de um em cada dez adolescentes já apresenta uso problemático de redes sociais, com perda de controle e impactos no dia a dia.
  • Estudos associam uso excessivo de telas a piora de saúde mental: cerca de 25% dos jovens que passam mais de quatro horas diárias em frente às telas apresentam sintomas de ansiedade ou depressão.
  • No Brasil, o tempo de tela é elevado, com mais de cinco horas diárias em smartphones; nos adolescentes, isso chega a quase seis horas em dias de semana e passa de oito horas nos fins de semana.
  • Três desafios aparecem: acesso precoce a smartphones, desigualdade na educação digital e fraca mediação por famílias e escolas; quase metade dos jovens acredita que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade.
  • Regulamentação e educação são cruciais: leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente e a LGPD ajudam a tornar o ambiente digital mais seguro, mas precisam ser acompanhadas de educação, vínculos afetivos e desenvolvimento de repertório emocional, além de incentivar usos ativos e evitar hábitos compulsivos.

O debate sobre saúde mental de crianças e adolescentes ganha foco na qualidade das interações digitais, não apenas no tempo diante das telas. Especialistas destacam que a forma como jovens se relacionam com dispositivos é central para o tema.

A OMS aponta que mais de 10% dos adolescentes já apresentam uso problemático de redes sociais, com perdas de controle e impactos no dia a dia. Estudos associam tempo alto de tela a piora de indicadores de saúde mental.

No Brasil, o tempo de tela em smartphones ultrapassa 5 horas diárias. Entre os adolescentes, os dados chegam a quase 6 horas nos dias úteis e mais de 8 horas nos fins de semana.

Os três desafios nacionais são: acesso precoce a smartphones, desigualdade na educação digital e mediação insuficiente por famílias e escolas. Quase metade dos jovens percebe impacto negativo das redes na idade deles.

A leitura dos dados mostra que o padrão de uso importa mais que o tempo. Roleta passiva e comparação social elevam o mal-estar; uso ativo e conectado pode ter efeito protetor em alguns casos.

Medidas sugeridas incluem acordos familiares, evitar aparelhos perto da hora de dormir e acompanhar conteúdos. Nas escolas, é preciso fortalecer alfabetização digital e espaços de convivência offline.

Para profissionais de saúde, é essencial avaliar o padrão de uso digital junto com sono, alimentação e atividade física. A atuação não depende apenas de indivíduos, exige ações de tecnologia e políticas públicas.

A regulação ajuda a tornar o ambiente mais seguro, mas não substitui educação, vínculos afetivos e repertório emocional. O foco é uma abordagem sistêmica, não apenas tempo de tela.

O objetivo é gerenciar a relação com a tecnologia de forma inteligente, priorizando sono, convivência e desenvolvimento saudável. A mensagem não é eliminar a tecnologia, mas entender seu papel.

Luiz Zoldan, psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, assina a análise que embasa as recomendações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais