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Cálcio e vitamina D mostram pouco efeito na prevenção de fraturas, aponta estudo

Revisão do BMJ aponta benefício limitado de cálcio e vitamina D para fraturas em adultos saudáveis; uso é recomendado apenas em deficiência ou risco específico

Uma grande revisão científica publicada no The British Medical Journal (BMJ), que envolveu quase 154 mil pessoas, analisou se esses suplementos realmente reduzem fraturas e quedas – depositphotos.com / VitalikRadko
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  • Revisão publicada no British Medical Journal (BMJ) com quase 154 mil pessoas aponta que suplementos de cálcio e vitamina D trazem pouco benefício na prevenção de fraturas em adultos saudáveis que vivem na comunidade.
  • Em muitos estudos, a diferença entre grupos que tomaram os suplementos e placebo não foi estatisticamente significativa para fraturas ou quedas; doses elevadas podem trazer desconforto gastrointestinal e, em alguns casos, aumentar o risco de cálculos renais.
  • Existem situações em que a suplementação pode ser indicada: deficiência comprovada de vitamina D, ingestão muito baixa de cálcio, osteoporose diagnosticada, uso de determinados medicamentos ou residentes de instituições com pouca exposição solar.
  • A estratégia mais eficaz para a saúde óssea é estilo de vida ativo e alimentação equilibrada, com exercícios de impacto moderado e fontes naturais de cálcio; a vitamina D depende amplamente da exposição solar.
  • A recomendação é uma abordagem individualizada: suplementação pontual, quando necessária, e não rotina; passos úteis incluem avaliação de risco, ajuste da dieta, exames de vitamina D e manutenção de atividade física.

Uma revisão publicada no BMJ analisou quase 154 mil adultos e idosos para verificar se cálcio e vitamina D reduzem fraturas e quedas. Os resultados indicam pouco benefício para quem vive na comunidade.

Segundo o estudo, adultos saudáveis sem deficiência óssea não tiveram redução relevante de fraturas ao usar suplementos. Também não houve diferença consistente no risco de quedas entre quem suplementou e quem não suplementou.

O que ficou claro é que ingerir cálcio além do necessário não fortalece o esqueleto, pois o corpo elimina o excesso. Da mesma forma, doses extras de vitamina D não aumentam a densidade óssea se os níveis já estiverem adequados.

Em alguns trabalhos, altas doses de cálcio associaram-se a desconfortos gastrointestinais e, em determinados grupos, a risco maior de cálculos renais. A pesquisa ressalta a necessidade de indicação individual de suplementação.

Ainda assim, o estudo não descarta utilidade em situações específicas. Pessoas com deficiência de vitamina D comprovada, pouca exposição solar ou ingestão muito baixa de cálcio podem se beneficiar.

Pacientes com osteoporose diagnosticada, histórico de fraturas por fragilidade ou uso de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo podem ter suplementação como complemento a tratamentos específicos.

Em ambientes de longa permanência, onde a exposição ao sol é reduzida, alguns estudos sugerem benefício modesto da vitamina D em deficientes, com indicação ainda individualizada.

Para a saúde óssea diária, a estratégia mais eficaz é combinar estilo de vida ativo com alimentação balanceada. Exercícios de impacto moderado ajudam a densidade óssea e o equilíbrio.

Na dieta, priorize leite e derivados, folhas escuras, leguminosas e alimentos fortificados com cálcio. Quanto à vitamina D, a exposição solar moderada continua importante, quando orientada.

Aplicar os resultados do BMJ significa evitar suplementos generalizados. Avalie risco de osteoporose, ajuste dieta, verifique níveis de vitamina D e inclua atividade física adequada.

Alguns passos práticos incluem discutir fatores de risco com um profissional de saúde, adaptar a dieta, checar níveis de vitamina D antes de repor, praticar exercícios regulares e revisar medicamentos que influencem ossos.

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