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Cérebro registra detalhes de sonhos ao acordar, aponta estudo

O despertar durante o sono REM aumenta a chance de lembrar sonhos; fases posteriores dificultam a transferência para a memória consciente

Você sonha todas as noites. A diferença é se seu cérebro guarda a história. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Acordar durante ou logo após o sono REM aumenta as chances de lembrar de sonhos; despertar em outras fases tende a apagar as lembranças.
  • A maioria das pessoas sonha; a diferença está em como o cérebro armazena essas experiências ao acordar.
  • No sono REM, o cérebro fica muito ativo e cria sonhos mais vívidos e detalhados.
  • Estudos de neuroimagem mostram que quem lembra dos sonhos costuma ter maior atividade em áreas de atenção, recuperação de memórias e processamento de informações internas.
  • Mito comum: todos sonham. O que muda é a capacidade de registrar as lembranças ao acordar, influenciada pelo momento do despertar, pela qualidade do sono e pela memória individual.

Há uma diferença-chave entre sonhar e lembrar do sonho ao acordar. Estudos mostram que quase todos sonham, mas a memória que captura essas imagens varia entre pessoas. A questão não é sonhar mais ou menos, e sim lembrar com mais clareza.

A maior parte dos sonhos surge no sono REM, quando o cérebro permanece ativo enquanto o corpo fica relaxado. Nesse estágio, atividades cerebrais se assemelam às de quando estamos acordados, gerando histórias e imagens que parecem reais.

O momento do despertar importa. Acordar durante ou logo após o REM aumenta as chances de recordar detalhes. Despertares em outras fases do sono tendem a apagar essas lembranças rapidamente.

A memória durante a noite envolve consolidação de memórias. Enquanto dormimos, o cérebro reorganiza informações do dia, o que pode transformar emoções e experiências em sonhos. Nem tudo é armazenado de forma duradoura.

Pesquisas com neuroimagem mostram que quem lembra com mais frequência dos sonhos tem maior atividade em áreas de atenção e recuperação de memórias. Despertares mais frequentes também estão ligados a essa habilidade.

Além disso, a sensibilidade a estímulos durante o sono pode favorecer a lembrança. Ter uma rotina de sono estável e manter o contato atento com o conteúdo onírico pode ajudar, sem garantir resultados universais.

Mitos sobre sono costumam sustentar a ideia de que algumas pessoas não sonham. Na prática, todos sonham; a diferença está na transferência dessas experiências para a memória consciente ao despertar.

Entre os fatores que influenciam a lembrança, destacam-se o momento do despertar, a qualidade do sono, a frequência de acordadas noturnas, a disposição para recordar sonhos e as características individuais da memória.

Portanto, acordar sem recordar não significa ausência de sonhos. Em muitos casos, o cérebro não armazenou as imagens de forma acessível ao consciente, enquanto outras pessoas transformam visões passageiras em lembranças duradouras.

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