- Estudo realizado na Bolívia, com apoio da Wildlife Conservation Society (WCS), captou mais de 500 imagens do cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas entre 2001 e 2024.
- A pesquisa, publicada na revista Neotropical Biology and Conservation, é liderada pelo biólogo britânico Robert Wallace e traz imagens inéditas do animal.
- O cachorro-de-orelhas-curtas (Atelocynus microtis) é descrito como relativamente baixo, com pernas curtas, cabeça larga e pelagem que varia entre cinza escurecido e marrom avermelhado; prefere áreas fechadas e permanece menos ativo em locais abertos.
- As observações indicam que ele vive em áreas preservadas da Amazônia e em territórios indígenas no norte da Bolívia, destacando a importância de conservar a mata virgem.
- Os autores ressaltam que a abundância da espécie pode variar ao longo do tempo e mencionam que doenças de cães domésticos já teriam impactado populações de cachorros-de-orelhas-curtas.
O cachorro-do-mato de orelhas-curtas Atelocynus microtis ganhou destaque após o registro de mais de 500 imagens capturadas por armadilhas fotográficas em um estudo realizado na Bolívia, com apoio da Wildlife Conservation Society (WCS). A pesquisa abrangeu o período de 2001 a 2024 e foi publicada na revista Neotropical Biology and Conservation em março.
As imagens mostram a espécie em áreas preservadas da Amazônia boliviana e em territórios indígenas no norte do país. Os cientistas ressaltam que a preferência do animal por matas virgens, afastadas de rios, reforça a importância de conservar esses biomas para espécies pouco conhecidas.
O estudo, liderado pelo biólogo britânico Robert Wallace, aponta que o animal costuma ser discreto, de tamanho relativamente pequeno, com pernas curtas e pelagem que varia entre cinza escuro e marrom avermelhado. Ele costuma aparecer ao amanhecer e no crepúsculo.
Habitat e conservação
As observações sugerem que a abundância do cachorro-de-orelhas-curtas pode oscilar ao longo do tempo. Não há explicação definitiva para as variações, mas pesquisas anteriores indicaram impactos de doenças em cães domésticos na população da espécie.
A pesquisa reforça que a proteção de florestas primárias é crucial para a sobrevivência do animal, que evita áreas abertas. Os resultados ressaltam a necessidade de manter áreas protegidas e monitoradas para entender melhor a dinâmica populacional.
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