Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mamotomia fora do SUS amplia lacuna na detecção de câncer de mama em MG 10%

SBM avalia estudo e pede incorporação da mamotomia ao SUS, com potencial de reduzir mortalidade em até trinta por cento e diminuir cirurgias desnecessárias, ampliando acesso nas regiões carentes

Sociedade Brasileira de Mastologia avalia estudo para pedir a incorporação da tecnologia na rede pública
0:00
Carregando...
0:00
  • A mamotomia ainda não faz parte do SUS na maior parte do Brasil, incluindo Minas Gerais, o que amplia desigualdades no diagnóstico precoce do câncer de mama.
  • O câncer de mama em Minas Gerais cresceu dez por cento entre 2020 e 2022, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
  • A Sociedade Brasileira de Mastologia avalia estudo que aponta que a mamotomia poderia reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil em até trinta por cento e diminuir cirurgias desnecessárias em quarenta por cento.
  • A SBM pretende solicitar ao Ministério da Saúde a incorporação da técnica à rede pública, visando ampliar o acesso especialmente nas regiões mais carentes.
  • O estudo, realizado em hospitais públicos e privados com mais de dez mil pacientes, mostrou detecção de lesões em fases iniciais e potencial economia de recursos para o sistema de saúde.

A atuação da mamotomia no Brasil segue como debate central para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Em Minas Gerais, a ausência da técnica no SUS coincide com um aumento de 10% nos casos da doença entre 2020 e 2022, segundo o Inca. A SBM analisa estudo que aponta ganhos com a incorporação da técnica.

A mamotomia é um procedimento de biópsia mamária com maior precisão, que pode reduzir a mortalidade por câncer de mama em até 30% e diminuir cirurgias desnecessárias. A Sociedade Brasileira de Mastologia estuda levar a pauta ao Ministério da Saúde para inseri-la na rede pública, priorizando regiões com menor acesso.

Segundo Fernando Paniago, mastologista da SBM, a técnica oferece avaliação mais detalhada do tecido mamário e maior conforto para a paciente, com menor risco de complicações. Atualmente, o procedimento não faz parte do SUS e sua inclusão depende de financiamento, capacitação e aquisição de equipamentos.

Dados do Inca indicam que MG teve 17,4 mortes por 100 mil habitantes em 2020 por câncer de mama, sendo a região Centro-Oeste a mais impactada, com 20,2. A falta da mamotomia na rede pública contribui para diagnóstico tardio e maior mortalidade, reforçando a necessidade de equidade no acesso ao tratamento.

A SBM defende que a incorporação da mamotomia no SUS representa ganho de equidade e de eficiência para o sistema de saúde. A entidade afirma que todas as mulheres devem ter o mesmo padrão de cuidado, independentemente de condição social ou geográfica.

A mamotomia na prática

A mamotomia utiliza uma agulha para remover amostras com maior precisão que a mamografia. Pode ser realizada com anestesia local e não exige internação. O Ministério da Saúde reconhece a segurança e eficácia, mas a implementação depende de disponibilidade de recursos e formação profissional.

O estudo avaliado pela SBM envolveu hospitais públicos e privados e incluiu mais de 10 mil pacientes. Os resultados indicam detecção de lesões em fases iniciais e redução de 40% nas cirurgias desnecessárias, gerando economia de recursos.

A importância do diagnóstico precoce

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, com cerca de 66 mil casos anuais. A detecção precoce aumenta a taxa de cura, que chega a 95% quando o tumor é identificado cedo. A ausência da mamotomia no SUS dificulta o acesso a esse diagnóstico em regiões carentes.

A SBM conclui que a inclusão da mamotomia no SUS é uma questão de justiça social e de saúde pública. A organização destaca que a técnica tem potencial para salvar vidas e reduzir custos a longo prazo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais