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ONU alerta sobre retrocessos no controle do HIV

ONU alerta: queda de financiamento e maior criminalização ameaçam avanços no HIV, elevando diagnósticos e reduzindo adesão a PrEP

O teste rápido de HIV funciona detectando a presença de anticorpos contra o vírus a partir de uma pequena amostra de sangue ou fluido oral e sai em cerca de 15 a 30 minutos — Foto: Saúde Bahia/Flickr
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  • Um relatório da UNAIDS alerta que o controle do HIV enfrenta retrocessos devido a cortes de financiamento para pesquisa, infraestrutura e prevenção, atingindo sobretudo populações vulneráveis.
  • Entre 2024 e 2025 houve queda de adesão à PrEP em quarenta e dois países, com redução de 38% em 62 países.
  • Os cortes reduziram investimentos em testagem em locais de alta incidência e em preservativos, contribuindo para aumento de diagnósticos de infecção.
  • O documento aponta aumento da criminalização de populações marginalizadas e aponta que nove milhões de pessoas soropositivas não estão em tratamento, entre 40,9 milhões no total.
  • A Agenda 2030 continua como meta, com planos de atingir quarenta milhões de pessoas em tratamento até 2030, vinte milhões com acesso a prevenção e redução de estigma.

O controle global do HIV enfrenta retrocessos após décadas de avanços, segundo a ONU. O alerta chega em meio à escassez de financiamento para novas pesquisas e infraestrutura, que aumenta o número de pessoas com diagnóstico positivo.

Um estudo divulgado na quinta-feira, 11 de junho, no relatório United to End AIDS envolve 79 organizações de 47 países. O material aponta progresso desigual e maior vulnerabilidade para comunidades com menos recursos, diante de cortes orçamentários.

A pesquisa mostra queda na adesão a medidas preventivas, como a PrEP, diminuindo 38% entre 2024 e 2025 em 62 países. Investimentos em testagem em locais de alta incidência e na distribuição de preservativos também recuaram significativamente.

Essa redução de verbas coincide com avanços limitados na proteção de populações marginalizadas e com a prática de criminalização aumentada. Winnie Byanyima, da UNAIDS, descreveu a situação como a maior tempestade para a resposta ao HIV já vista.

Impactos por região e população

A África Subsaariana registra sinais críticos, com três mil jovens mulheres contraindo o vírus semanalmente. Profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens continuam entre os grupos com maior risco e menor acesso a serviços.

Os cortes orçamentários também prejudicam direitos humanos ligados à saúde. Em alguns lugares, observa-se criminalização reforçada, o que dificulta a disseminação de informações sobre prevenção e tratamento.

Entre os dados alarmantes, 40,9 milhões de pessoas vivem com HIV, e cerca de nove milhões não estão em tratamento. A falta de assistência efetiva agrava a transmissão e dificulta o acesso a terapias.

Rumos e metas para 2030

Especialistas defendem novas deliberações políticas para sustentar a resposta global. Se a Estratéquia Global de Combate à AIDS for acompanhada por declarações políticas robustas, ainda é possível alcançar as metas para 2030.

As metas incluem alcançar 40 milhões de pessoas com tratamento antirretroviral até 2030, ampliar o acesso a medicamentos de prevenção para 20 milhões e assegurar serviços livres de estigma e discriminação.

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