- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária criou um grupo de trabalho para coordenar a investigação sobre a segurança da vacina contra dengue do Instituto Butantan; a portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 16 de junho.
- A medida ocorre após o Ministério da Saúde ter suspendido, no SUS, a vacinação com o imunizante do Instituto; a suspensão ocorreu na semana anterior à publicação da portaria.
- A suspensão foi motivada pela identificação de reações adversas, incluindo dois óbitos, entre aproximadamente 500 mil pessoas vacinadas.
- O grupo vai reunir cientistas e médicos para analisar notificações, avaliar documentos e dados do Butantan e preparar relatórios com conclusões e recomendações.
- A coordenação ficará a cargo da Quinta Diretoria e a Secretaria-Executiva pela Gerência de Farmacovigilância, com possibilidade de participação de representante do Programa Nacional de Imunizações.
A Anvisa criou, nesta semana, um grupo de trabalho para coordenar a investigação sobre a segurança da vacina contra dengue do Instituto Butantan (Butantan-DV). A portaria foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (16/6).
A medida ocorre após o Ministério da Saúde suspender, na segunda-feira (7/6), a vacinação contra dengue no SUS utilizando o imunizante do Butantan. A suspensão foi motivada pela identificação de reações adversas, inclusive dois óbitos, em um universo de cerca de 500 mil pessoas vacinadas.
O objetivo do grupo é detalhar as notificações de reações e fornecer dados para avaliar se as vantagens da vacina superam os riscos, com base em estudos científicos atualizados. A portaria aponta duração indeterminada.
Estrutura e atribuições
A coordenação ficará sob a responsabilidade da Quinta Diretoria (DIRE5) e a Secretaria-Executiva pela Gerência de Farmacovigilância (GFARM). O grupo pode convidar representantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI-MS) para suas atividades, conforme necessidade.
Entre as atribuições, o grupo reúne especialistas para analisar notificações de reações, revisar documentos enviados pelo Instituto Butantan e fornecer informações técnicas para embasar a avaliação de risco-benefício da vacina. Também deverá apoiar na elaboração de relatórios com conclusões e recomendações, além de oferecer suporte prático e burocrático aos especialistas.
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