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Babá Certa passa a usar biometria para verificar profissionais

Babá Certa implanta biometria facial, prova de vida e cruzamento de dados (Receita Federal e Polícia Federal) para validar candidatas

Ilustração / Babá Certa / DINO
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  • A Babá Certa passou a confirmar a identidade das babás por biometria, comparando o rosto com a foto do documento, com prova de vida, além da validação de dados na Receita Federal e consulta de antecedentes na Polícia Federal.
  • A verificação confronta a imagem registrada no cadastro com a foto do documento oficial, lê e confere os dados do documento, e utiliza a prova de vida para distinguir pessoa real de foto ou vídeo.
  • Se o rosto não confere com o documento, o cadastro não avança; somente após esse cruzamento o perfil fica visível para as famílias.
  • A medida acompanha o aumento das fraudes de identidade no país, com cerca de oitenta por cento das pessoas já tendo visto deepfakes e quase onze milhões de tentativas de fraude de janeiro a setembro de dois mil e vinte e cinco.
  • No trabalho doméstico, o país tem cerca de cinco milhões e seiscentos mil trabalhadores, mais de setenta e cinco por cento sem carteira assinada; boa parte da contratação ainda ocorre por indicação e grupos de mensagens, o que eleva o risco de perfis falsos. A decisão de contratar continua sendo das famílias, e a tecnologia apenas organiza a verificação.

A Babá Certa passou a confirmar a identidade das candidatas por meio de biometria facial. O rosto é confrontado com a foto do documento, com verificação de vida, além da checagem de dados na Receita Federal e da consulta de antecedentes na Polícia Federal. A mudança visa reduzir fraudes em um cenário de aumento de deepfakes no Brasil.

A verificação ocorre antes de a família visualizar o perfil da babá. Primeiro, a imagem cadastrada é confrontada com a foto do documento oficial. Em seguida, o sistema lê e confere dados como nome, CPF e data de nascimento. A prova de vida evita fraudes com imagens ou vídeos.

Se houver incongruência entre rosto e documento, o cadastro não avança; somente após o cruzamento de informações o perfil fica visível para as famílias. A plataforma afirma que a checagem não emite parecer final sobre a candidata, apenas organiza o processo.

Segundo a fundadora, Cynthia Freitas, o objetivo é impedir que perfis com apenas nome e foto avancem sem validação. “A biometria confirma se é mesmo ela”, afirma. A verificação, porém, não substitui a decisão de contratação pela família.

A adoção ocorre em meio a dados que apontam riscos crescentes na identificação digital. Estudo recente aponta que cerca de 80% dos brasileiros já encontraram deepfakes, e a taxa de acerto na identificação de falsificações ficou baixa. Entre 2025 e 2026, houve aumento expressivo de tentativas de fraude reportadas por órgãos de proteção ao crédito.

No setor de trabalho doméstico, a informalidade permanece alta, com milhões de trabalhadores, e grande parte das contratações ocorre por indicação ou em comunidades online. A prática facilita perfis com apenas nome e foto, aumentando a importância de validações robustas como a biometria.

Para a Babá Certa, a verificação não exclui riscos, mas eleva a barreira de fraude. A plataforma reúne dados de várias fontes, mas a decisão final de contratação continua a cargo das famílias, que podem usar as informações para comparar perfis com maior segurança.

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