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Borboletas tropicais vivem três vezes mais que parentes de outros pontos

Borboletas Heliconius vivem quase um ano, até três vezes mais que parentes, sugerindo papel do pólen na longevidade e abrindo caminho para estudos sobre envelhecimento

Espécies de borboletas tropicais vivem quase três vezes mais que seus parentes
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  • Borboletas do gênero Heliconius vivem quase um ano na natureza, até três vezes mais que parentes na tribo Heliconiini.
  • Observações mostram que alguns indivíduos chegam a pelo menos seis meses de vida após a fase adulta, bem acima da média de espécies relacionadas.
  • Uma das principais hipóteses é que a alimentação de pólen durante a vida adulta pode contribuir para essa longevidade.
  • O estudo reuniu dados de borletários, marcação, soltura e recaptura na natureza, além de experiments em insetários, e foi publicado na revista Nature.
  • Os pesquisadores destacam menor mortalidade ao longo da vida e envelhecimento mais lento nessas aves, tornando o grupo um modelo para entender envelhecimento e mudanças ecológicas.

Um estudo publicado pela revista Nature nesta terça-feira (16) aponta que borboletas do gênero Heliconius podem viver quase um ano na natureza, taxa até três vezes maior do que parentes próximos. A descoberta sugere longevidade superior entre as espécies da tríade Heliconiini.

Pesquisadores liderados pela doutora Jessica Foley combinaram dados de borboletários, marcações, solturas e recapturas na natureza, além de experimentos em insetários, para estimar a expectativa de vida dessas borboletas. Alguns indivíduos foram observados vivendo pelo menos seis meses no ambiente natural.

Os resultados indicam menor mortalidade ao longo da vida e envelhecimento mais lento quando comparados a espécies aparentadas. Os autores consideram Heliconius um modelo promissor para entender como mudanças ecológicas e comportamentais podem influenciar envelhecimento e longevidade.

Segundo a equipe, o hábito de se alimentar de pólen na fase adulta pode contribuir para a maior duração da vida. A pesquisa reforça a importância de entender fatores ecológicos que modulam o tempo de vida nesses insetos. (Sob supervisão de Thiago Félix)

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