- Pesquisadores dizem que o cérebro não evoluiu para lidar com um fluxo quase contínuo de notícias negativas.
- O tema é apresentado em um artigo do The Conversation, que aponta um viés da negatividade no cérebro.
- Hoje, as ameaças chegam de todos os cantos do planeta, de forma instantânea, diferente do passado remoto.
- Essa sobrecarga de informações negativas, combinada ao viés, pode aumentar ansiedade, estresse e você evitar o noticiário.
- A ideia é que o mundo inteiro virou “nosso bairro”, mantendo o cérebro em constante estado de alerta.
O acesso constante a notícias negativas, guerras e desastres tornou-se rotina para milhões ao acordar. Pesquisadores apontam que há uma explicação biológica para a sensação de ansiedade ao acompanhar o noticiário.
Em estudo citado pelo The Conversation, o cérebro não evoluiu para lidar com um fluxo quase ininterrupto de más notícias vindas de todo o mundo.
O ambiente mudou rapidamente: ameaças locais deram lugar a conteúdos globais que chegam em tempo real, mantendo o cérebro em alerta constante.
Viés da negatividade
Do ponto de vista evolutivo, detectar perigos era vantajoso para a sobrevivência. Predadores e conflitos próximos eram fatores de sobrevivência em longas jornadas.
Esse mecanismo, chamado viés da negatividade, leva o cérebro a priorizar o negativo, processá-lo mais rápido e guardá-lo na memória com mais presença.
A sobrecarga de informações, combinada à tendência de enfatizar o ruim, ajuda a explicar a ansiedade e o cansaço ao ler notícias diariamente.
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