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Cetesb usa boias inteligentes e ondas ultrassônicas para conter algas no Tietê

Boias solares com ondas ultrassônicas serão usadas no interior de São Paulo para reduzir natas verdes no Tietê, com operação prevista para agosto e monitoramento contínuo

Projeto piloto lançado no interior de SP vai monitorar a água em tempo real; sistema entra em operação em agosto
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  • Sistema de boias solares emitirá ondas ultrassônicas para reduzir a proliferação de algas no Rio Tietê, com piloto em Sabino (Córrego do Esgotão), a 472 km de São Paulo, com início previsto para agosto.
  • Serão instaladas quatorze boias interligadas, capazes de monitorar a qualidade da água e emitir ondas para impedir que as algas permaneçam na superfície, abrangendo área de cerca de 28 campos de futebol (diâmetro de ~500 metros por boia).
  • Objetivo é controlar as algas sem uso de produtos químicos, mantendo o ecossistema; os primeiros resultados devem aparecer em cerca de noventa dias após o início.
  • Investimento estimado é de cerca de R$ 9 milhões; o sistema usa algorítimos para ajustar frequência e intensidade das ondas, com energia solar e baterias de lítio.
  • Além disso, haverá estação meteorológica e sensores para oxigênio, pH, turbidez, temperatura, clorofila e ficocianina; resultados de balneabilidade das prainhas serão publicados semanalmente em painel público.

O sistema de boias inteligentes será usado para conter a proliferação de algas que formam manchas verdes no Rio Tietê, no interior de São Paulo. O projeto é da Cetesb e será testado no Córrego do Esgotão, em Sabino, a 472 km da capital. A implantação deve começar em agosto.

As 14 boias interligadas vão emitir ondas ultrassônicas e monitorar a qualidade da água em tempo real. Alimentadas por energia solar, elas visam reduzir o crescimento de algas sem usar químicos, preservando o ecossistema aquático.

A área em monitoramento é de aproximadamente 130 campos de futebol, com volume equivalente a 2.800 piscinas olímpicas. A CetESB prevê início das operações em agosto e primeiros resultados em cerca de 90 dias.

Como vai funcionar?

As boias utilizam ondas ultrassônicas em frequências variadas para atrapalhar a flutuação das algas. Isso dificulta a permanência delas na superfície, onde há luz para fotossíntese, levando-as a camadas mais profundas e interrompendo o ciclo de vida.

Cada unidade tem alcance de cerca de 500 metros de diâmetro, cobrindo área próxima a 28 campos de futebol. O investimento total fica em torno de R$ 9 milhões, com algoritmos que ajustam a frequência conforme as condições da água.

Além do controle das algas, as boias funcionarão como estações automáticas de monitoramento, com sensores que acompanham oxigênio dissolvido, pH, turbidez, temperatura, clorofila e ficocianina. Uma estação meteorológica cruzará dados de chuva, vento e temperatura.

O sistema opera com energia solar e baterias de lítio, garantindo autonomia. A tecnologia é desenvolvida na Holanda e já é utilizada em mais de 60 países.

A causa da ‘nata verde’

A formação de manchas verdes está associada à eutrofização, causada pelo excesso de nutrientes na água. Em condições de calor e maior incidência de luz, as algas e cianobactérias se multiplicam rapidamente, afetando a qualidade da água e atividades como pesca, navegação e lazer.

Condições das prainhas

Além do piloto, a Cetesb vai lançar uma ferramenta de balneabilidade que usa imagens de satélite e inteligência artificial para monitorar praias públicas ao longo do rio e de seus reservatórios. Os dados serão divulgados semanalmente em painel aberto à população.

O acompanhamento ocorrerá inicialmente em oito praias distribuídas em três reservatórios, entre Barra Bonita, Anhembi, Rio Bonito, Arealva, Iacanga, Mendonça, Sales, Ubarana e Sabino.

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