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Detritos gerados pelo homem na Lua superam os carros de um ferro-velho

Na Lua, mais de setenta detritos deixados pela ação humana evidenciam o crescimento do lixo espacial e a necessidade de reciclagem e regulação para a exploração futura

Imagens | Magnific/Unsplash, NASA
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  • O maior cemitério espacial do Sistema Solar fica na Lua, com mais de 70 objetos que chegaram lá por impactos, colisões, desorbinação ou pouso suave.
  • Marte aparece como o segundo maior depósito, abrigando 17 módulos de pouso, rovers e helicópteros destruídos ou fora de serviço.
  • Muitos detritos estão na superfície de corpos celestes, não apenas em órbita ao redor da Terra.
  • O volume de lixo espacial deve crescer, o que pode exigir reciclagem para manter a exploração espacial, com projetos em andamento e legislação complexa.
  • Um exemplo citado é Luna 2, da União Soviética, que colidiu com a Lua em 13 de setembro de 1959 para demonstrar viabilidade e estudar campo magnético e radiação.

O lixo deixado pela atividade humana no espaço vai além da órbita da Terra. Detritos orbitais recebem atenção, mas na superfície de outros corpos também há resíduos tecnológicos. Lua e Marte concentram a maior parte desse acervo. A tendência é que o acúmulo aumente nos próximos anos, à medida que atividades de exploração crescem.

A Lua abriga mais de 70 objetos que chegaram lá por impacto, colisão não intencional, desorbitação controlada ou pouso suave. O conjunto inclui espaçonaves e rovers, mas não itens como bolas de golfe ou bandeiras.

Marte também é uma peça-chave do patrimônio cinza do sistema solar, com 17 módulos de pouso, rovers e helicópteros destruídos ou fora de serviço ao longo dos anos. Esses resíduos podem exigir estratégias de reciclagem para futuras missões.

Principais cemitérios espaciais

O acúmulo na Lua é considerado o maior do sistema solar fora da Terra. A soma supera 70 objetos que tiveram destinos distintos, sempre ligados a missões já encerradas ou falhas. A recorrência de novos detritos depende do ritmo de exploração.

Em Marte, a presença de módulos de pouso e veículos retirados de operação completa o quadro de grandes depósitos. A expansão do espaço operacional do planeta vermelho aumenta o potencial de novos resíduos em futuras missões.

Exemplos de detritos na Lua

Entre as colisões deliberadas destaca-se a Luna 2, missão soviética que atingiu a Lua em 13 de setembro de 1959. O objetivo era demonstrar alcance lunar e estudar campos magnéticos e radiação.

Outras categorias incluem impactos acidentais, desorbitação programada e pousos que não chegaram a cumprir plenamente seus objetivos. Mesmo sem detalhes técnicos, fica claro que o material permanece no solo lunar.

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