- Santa Catarina foi o estado com mais decretos de calamidade na última década, com mais de quatro mil entre 2013 e 2023, e se prepara para o El Niño de forte a muito forte com satélite próprio, decreto de alerta climático e um programa de gestão de riscos que cresceu mais de trezentos por cento em 2025.
- Dados orçamentários mostram execução abaixo do previsto em barragens estratégicas do Alto Vale do Itajaí, com apenas 0,66% do valor original para construção, ampliação e reforma de barragens em 2025.
- O governo estadual anunciou decreto de alerta climático por 180 dias, assinado em dezoito de maio, com mobilização de órgãos, monitoramento 24 horas e pré-posicionamento de equipes e equipamentos.
- O pacote de ações de defesa civil, considerado o maior investimento já feito no tema, prevê quase R$ 1 bilhão entre 2023 e 2026, com foco em barragens, monitoramento, defesas municipais e resposta a desastres.
- Em monitoramento, o estado ampliou a rede de observação de quarenta e dois para duzentos e setenta e dois pontos, instalou quatro radares e 172 estações, além de manter alertas por SMS e pelo sistema Defesa Civil Alerta.
O estado de Santa Catarina se prepara para um El Niño de intensidade forte a muito forte, com ações de prevenção, um satélite próprio e um decreto de alerta climático. Dados do TCE-SC apontam avanço de mais de 300% no programa de gestão de riscos em 2025, em comparação a 2024.
Apesar do aumento do investimento, o dinheiro para obras estruturantes não está totalmente desembolsado. Em 2025, a ação orçamentária para barragens do Alto Vale do Itajaí caiu para apenas 0,66% do previsto. O cenário envolve defesas civis, monitoramento e obras preventivas.
O relatório do Tribunal de Contas destaca o reforço em prevenção como ponto positivo. Ao mesmo tempo, o Sigef-SC mostra cortes em projetos de barragens, com recursos reais muito abaixo do planejado para 2025. A situação revela avanços e entraves na execução.
Super El Niño em Santa Catarina
Meteorologistas indicam alta probabilidade de formação ainda no inverno, com intensidade forte a muito forte entre primavera e verão. O aumento de chuvas intensas pode elevar o risco de alagamentos, inundações e deslizamentos a partir de julho, atingindo seu pico entre setembro e março.
Em resposta, o governo assinou, em 18 de maio, um decreto de alerta climático por 180 dias, com possibilidade de prorrogação. O objetivo é mobilizar órgãos, manter monitoramento 24 horas e pré-posicionar equipes e equipamentos.
Pacote de investimentos e capacidades
O governo aponta que, desde 2023, o conjunto de projetos de prevenção soma perto de 1 bilhão de reais. Entre as ações, destacam-se expansão de monitoramento, 4 radares meteorológicos, 112 caminhões-pipa e 839 reservatórios.
A ampliação da rede de monitoramento para 172 pontos e a implantação de estações hidrometeorológicas fortalecem a atuação contra desastres. O sistema liga-se a alertas via SMS e ao uso de cell broadcasting para áreas de risco.
Tecnologia e gestão de riscos
Santa Catarina desenvolveu desde 2018 uma estrutura de monitoramento com satélite próprio e radares. O GOES-19, recebido pelo Cigerd, integra-se a 172 estações e a quatro radares, gerando dados quase em tempo real para gestores e equipes de campo.
As informações alimentam a Rede Integrada de Monitoramento e os alertas para a população. A Defesa Civil utiliza SMS, com envio por CEP, e o sistema Defesa Civil Alerta para avisos diretos em celulares, com níveis de gravidade.
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