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IA facilita o trabalho de balconistas e a experiência dos clientes em farmácias

Mar.IA reduz o tempo de atendimento em trinta por cento e participou de vinte por cento das vendas em uma das mil duzentas e cinquenta lojas da rede gaúcha

Avatar da Mar.IA: ferramenta que tira dúvidas dos balconistas e farmacêuticos impactou atendimento na rede gaúcha de farmácias (Farmácias São João/Divulgação)
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  • A Mar.IA, IA criada pelas Farmácias São João, reduziu o tempo médio de atendimento em trinta por cento desde que entrou em produção.
  • Em uma das cento e vinte e cinco dezenas de lojas da rede, a Mar.IA chegou a participar de vinte por cento das vendas.
  • O funcionamento ocorre via aplicativo no sistema de ponto de venda; a consulta é feita em tempo real com base em uma base interna hospedada no Snowflake.
  • A adesão ocorreu por etapas, começando com uma loja e, aos poucos, sendo ampliada; ajustes foram feitos conforme surgiam imprevistos, priorizando evitar erros.
  • Houve identificação de participação da IA na jornada de compra, como no exemplo de Tylenol na loja onze sete, com registro de perguntas para entender o impacto nas vendas.

A Mar.IA, Inteligência Artificial desenvolvida pelas Farmácias São João, passou a atuar nos balcões de atendimento da rede gaúcha, que soma 1250 lojas no Sul do Brasil. A ferramenta ajuda farmacêuticos e balconistas, respondendo dúvidas em tempo real dentro do PDV.

O objetivo foi reduzir a sobrecarga da central de backoffice, que atende por telefone 1250 lojas com uma equipe de apenas dez pessoas. Ao incorporar a Mar.IA, a rede pretende tornar o atendimento mais ágil e reduzir erros de orientação ao cliente.

A implantação ocorreu de forma gradual: a empresa lançou a ferramenta em uma loja piloto, expandiu para outras unidades e, com evolução, levou o sistema a atuação em toda a rede. O processo envolveu ajustes conforme surgiam imprevistos.

A Mar.IA funciona em um aplicativo dentro do PDV da rede. O usuário digita a dúvida e recebe a resposta diretamente, sem sair do atendimento.

A base de conhecimento é interna e fica hospedada na plataforma Snowflake. A IA consulta apenas conteúdos da própria empresa, o que aumentou a acurácia conforme mais informações foram alimentadas.

Segundo Erick Tsukahara, responsável pelo Data & Analytics, o maior risco era a IA gerar informações inadequadas. Por isso, quando não havia dado suficiente, a Mar.IA sinalizava a inexistência da informação, encaminhando a demanda à área de backoffice.

A transformação também alterou a cultura de dados na empresa, que antes operava com base na intuição. Hoje, há métricas como o tempo médio de atendimento por venda, que aponta queda de 30% desde a entrada da Mar.IA em produção.

Além da melhoria operativa, a equipe acompanhou a participação da IA no processo de venda. Em uma loja específica, a Mar.IA contribuiu para venda de itens como Tylenol, integrando a jornada de compra de clientes sem tomar decisões por si mesma.

O fundador da rede, Pedro Kappaun Brair, relatou resistência inicial ao uso da tecnologia, mas destacou aumento da curiosidade e adesão conforme os resultados começaram a aparecer. A companhia mantém o foco em dados para tomada de decisões.

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