- Jovem Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morreu dez meses após sofrer intoxicação por bebida adulterada com metanol em gin, em Itapecerica da Serra (Grande São Paulo).
- A família confirmou a morte pelas redes sociais; o sepultamento ocorreu nesta segunda-feira, 15.
- Segundo relatos, Guilherme ingeriu gin no dia 24 de agosto do ano anterior, teve visão turva e ficou internado por cerca de quatro meses, alta em dezembro, com acompanhamento de fisioterapia e outras rotinas de cuidado.
- O caso acontece no contexto de surtos de intoxicação por metanol em São Paulo, que registraram cinquenta e dois casos e doze óbitos até fevereiro, com várias vítimas de diferentes cidades.
- Investigações apontam que bebidas adulteradas podem ter origem em uma fábrica clandestina no ABC Paulista, com etanol adulterado com metanol comprado de postos de combustível da região.
Guilherme Torres da Silva, 22 anos, morreu dez meses após ficar internado devido à intoxicação por bebida adulterada com metanol. O óbito foi confirmado pela família neste mês, por meio das redes sociais. Ele era morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, e foi sepultado nesta segunda-feira, 15.
Segundo o relato da família, o jovem ingeriu gin contaminado em 24 de agosto do ano passado. Durante o atendimento, apresentava visão turva e teve várias paradas cardíacas. Foi entubado e ficou ligado a aparelhos de respiração.
Guilherme ficou aproximadamente quatro meses internado, recebeu alta em dezembro e passou por fisioterapia. A família compartilhou atualizações sobre a recuperação e agradeceu o apoio recebido ao longo do tratamento.
Mortes por metanol no estado
Em fevereiro, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou 52 casos de intoxicação por metanol em SP, com 12 óbitos até então. Entre as vítimas, havia quatro homens (26, 45, 48 e 54 anos) da capital; dois homens (23 e 25) e uma mulher (27) de Osasco; uma mulher de 30 e um homem de 62 anos de São Bernardo do Campo; um homem de 37 de Jundiaí; um homem de 26 de Sorocaba; e outro de 26 anos de Mauá.
Ainda havia quatro mortes em investigação na época: duas pessoas (29 e 38) em Cajamar, um homem de 39 anos em Guariba e uma pessoa de 31 anos em São José dos Campos. Segundo o jornal, a investigação da Polícia Civil aponta possível origem comum das bebidas adulteradas em uma fábrica clandestina no ABC Paulista, com fornecedores de etanol adulterado de postos de combustíveis da região.
Investigações em andamento
A apuração aponta que a matéria-prima tóxica pode ter origem em uma única fonte. A prefeitura de Itapecerica da Serra e a Secretaria Estadual de Saúde foram procuradas pelo Terra para comentar, mas não houve retorno até o momento. As informações sobre o caso de Guilherme são baseadas no relato da família nas redes sociais.
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