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Pílula mastigável para pulgas reduz infestação em horas

Isoxazolinas bloqueiam canais nervosos de parasitas, causando paralisia e morte de pulgas e carrapatos, com proteção prolongada e segurança para cães e gatos

Pulgas morrem após ingerirem sangue do animal tratado. (Foto: Fala Ciência via Gemini)
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  • Comprimidos mastigáveis para cães e gatos eliminam pulgas em poucas horas e carrapatos que tentam se alimentar morrem rapidamente; a proteção pode durar semanas ou meses, dependendo da molécula utilizada.
  • O funcionamento envolve as isoxazolinas (fluralaner, afoxolaner, sarolaner, lotilaner), que atuam em canais de cloro regulados por GABA e glutamato nos artrópodes, levando à desorganização neural, hiperexcitação e paralisia.
  • Os mamíferos não sofrem o mesmo efeito porque, embora tenham receptores de GABA, esses são estruturalmente diferentes dos dos parasitas; as isoxazolinas têm alta afinidade pelos receptores dos parasitas, gerando ampla margem de segurança.
  • A proteção prolongada ocorre porque a substância permanece no sangue do animal após a ingestão, disponível por longos períodos para qualquer pulga ou carrapato que se alimente.
  • Em estudo publicado em abril de 2026, na revista International Journal for Parasitology: Drugs and Drug Resistance, a revisão liderada por Paulina Markowska-Buńka reitera o mecanismo de bloqueio dos canais de cloro em artrópodes e a seletividade, fortalecendo a visão de alta eficácia com bom perfil de segurança.

A família de comprimidos mastigáveis para pets ganhou fama pela ação rápida contra pulgas e carrapatos. Em poucas horas após a administração, os parasitas começam a morrer, e a proteção pode durar semanas ou meses, dependendo da molécula. O segredo está na seletividade molecular desenvolvida pela indústria.

Esses fármacos atuam no sistema nervoso de artrópodes como pulgas, carrapatos e alguns ácaros, bloqueando canais de cloro regulados por GABA e glutamato. A interrupção da comunicação neural provoca paralisia progressiva, levando à morte do parasita após a alimentação no animal tratado.

Como funcionam as isoxazolinas

As moléculas da classe isoxazolina, incluindo fluralaner, afoxolaner, sarolaner e lotilaner, apresentam maior afinidade por receptores dos parasitas do que pelos mamíferos. Esse diferencial molecular gera uma ampla margem de segurança quando usadas conforme orientação veterinária.

A explicação científica envolve a presença de canais de cloro específicos nos artrópodes. Ao bloquear esses canais, há hiperexcitação e falha de coordenação, o que impede a sobrevivência dos parasitas que se alimentam do sangue do animal.

Proteção prolongada

Após a ingestão, o medicamento circula no sangue do animal e permanece ativo por longos períodos. Quando uma pulga ou carrapato tenta se alimentar, encontra o fármaco disponível, causando sua morte.

A duração da proteção varia conforme a isoxazolina; podem ser semanas ou até aproximadamente três meses. A durabilidade depende das características farmacocinéticas de cada molécula.

Evidências recentes e impacto na medicina veterinária

Uma revisão publicada em abril de 2026 na International Journal for Parasitology: Drugs and Drug Resistance analisou a farmacologia dessas moléculas. Os autores destacam o bloqueio dos canais de cloro regulados por GABA e glutamato em artrópodes, com alta afinidade pelos receptores parasitários e segurança em mamíferos.

Os pesquisadores ressaltam que a seletividade contribui para a eficácia contra pulgas e carrapatos, associada a um perfil de segurança favorável quando usados corretamente. A tecnologia representa uma revolução no controle de parasitas em pets.

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