- A Conitec aprovou a incorporação de testosterona e estradiol no SUS para pacientes com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, com oferta em até 180 dias.
- Para homens, foram liberadas opções injetáveis de undecilato de testosterona, ciprionato de testosterona e uma mistura de quatro ésteres de testosterona, sendo esta última indicada também para indução da puberdade de adolescentes do sexo masculino.
- Foi aprovada também a utilização de adesivo de estradiol em adolescentes do sexo feminino para indução da puberdade; evidências apontam benefícios psicossociais, ainda que limitados.
- O uso deve ocorrer apenas com recomendação médica; fora desse contexto, sobretudo com fins estéticos, pode trazer riscos como infarto, AVC, danos ao fígado e dependência.
- A estimativa é de cerca de 87 mil casos de HHO no Brasil, com 7,4 mil novos casos por ano, números que podem estar subestimados.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovou a incorporação de hormônios para tratamento de hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico (HHO). A decisão, publicada nesta terça-feira, 16, valida o uso de testosterona e estradiol no atendimento público, com oferta prevista em até 180 dias.
Para homens com HHO, a rede pública passa a contemplar undecilato de testosterona, cipionato de testosterona e a combinação de quatro ésteres de testosterona (propionato, enpropionato, isocaproato e decanoato). A última opção também será indicada para adolescentes do sexo masculino para indução da puberdade.
A Conitec detalha que a reposição de testosterona visa promover características sexuais secundárias, melhorar a função sexual, massa muscular, densidade óssea e bem-estar, além de induzir a puberdade em meninos que não a desenvolvem naturalmente.
Para estradiol, foi aprovada a adesivo transdérmico para uso em adolescentes do sexo feminino, com objetivo de indução da puberdade. Embora haja evidências limitadas sobre adesivos, há relatos de benefícios psicossociais relevantes em jovens com HHO.
As decisões foram embasadas em evidências clínicas sobre eficácia e estudo de impacto orçamentário, avaliadas a pedido da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde.
O uso de hormônios deve ocorrer apenas com recomendação médica e acompanhamento. Fora desse cenário, principalmente para fins estéticos, há riscos como infarto, AVC, hipertrofia cardíaca, danos no fígado e dependência psicológica.
Sobre o hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico
Essa condição envolve falhas na hipófise, glândula cerebral responsável pela produção hormonal. A desregulação resulta na produção insuficiente de hormônios sexuais e de gametas, afetando o desenvolvimento reprodutivo.
Estimativas da Conitec indicam que o Brasil pode ter cerca de 87 mil casos de HHO, com aproximadamente 7,4 mil novos casos por ano, numbers que podem estar subestimados.
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