Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Dia do Orgulho Autista: orgulho não nega sofrimento, diz psicóloga

Dia do Orgulho Autista ressalta dignidade e inclusão, sem negar sofrimento ou necessidade de tratamento, aponta psicóloga

Artigo: Dra. Lara d’Almeida | Foto: Pexels
0:00
Carregando...
0:00
  • Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, destaca respeito, dignidade e inclusão para pessoas com TEA.
  • Autismo é transtorno do neurodesenvolvimento com variação ampla de sintomas e suporte necessário ao longo da vida.
  • Estimativas recentes apontam 2,3% das crianças de oito anos nos EUA e 2,2% de adultos atendidos pelos critérios de TEA.
  • Combater o capacitismo não deve negar sofrimento, limitações funcionais ou a necessidade de tratamento adequado.
  • A psicóloga Dra. Lara d’Almeida ressalta que reconhecer o TEA como condição clínica facilita acesso a avaliação, tratamento e acolhimento, sem negar a dignidade das pessoas.

O Dia do Orgulho Autista é celebrado em 18 de junho. O movimento surge em resposta ao preconceito enfrentado por pessoas com TEA e busca respeito, dignidade e inclusão na sociedade. O ato não nega sofrimento nem a necessidade de tratamento adequado.

Especialistas destacam a natureza heterogênea do transtorno, com variações que vão de alta autonomia a dependência de suporte intenso. Estima-se que 2,3% das crianças de 8 anos nos EUA e 2,2% dos adultos atendam aos critérios de TEA, segundo pesquisas recentes.

A ampliação dos critérios diagnósticos, o aumento da conscientização e o aperfeiçoamento de instrumentos contribuíram para o crescimento das taxas. Ao mesmo tempo, a discussão sobre neurodiversidade ajudou a reduzir o estigma.

Entretanto, o debate precisa evitar reduzir o sofrimento a um tema apenas de preconceito. Há relatos de limitações em comunicação, regulação emocional e flexibilidade comportamental que persistem, mesmo em contextos acolhedores.

Dados indicam que TEA raramente ocorre isoladamente. Metade das pessoas autistas também apresenta TDAH; ansiedade, depressão e outros transtornos são mais comuns na população autista, influenciando desempenho escolar e profissional.

Parte do sofrimento decorre do atraso no diagnóstico e no acesso a serviços especializados. Muitas pessoas recebem diagnósticos parciais ou tratam apenas sintomas secundários por longos períodos.

O impacto sobre as famílias também é relevante. Pais enfrentam dificuldades para compreender a comunicação, sensibilidade sensorial e dificuldades escolares, muitas vezes pela escassez de orientação adequada.

A defesa da dignidade não deve ocultar a dimensão clínica do transtorno. Reconhecer o TEA como condição clínica facilita acesso a tratamento, adaptações e apoio, beneficiando a vida de quem recebe o diagnóstico.

Dra. Lara d’Almeida, psicóloga com doutorado em Distúrbios do Desenvolvimento, figura entre especialistas consultados sobre o tema. Atua há mais de 15 anos na saúde mental, com foco em TEA, TDAH e regulação emocional, contribuindo com divulgação baseada em evidências.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais