- ONS alerta que El Niño pode provocar apagão no Brasil e exige operação especial do setor elétrico neste ano.
- A tendência é de redução de chuvas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, impactando reservatórios das usinas hidrelétricas.
- ONS já adotou medidas de operação especial, com aumento de geração de fontes alternativas e gerenciamento de demanda.
- Ressalta-se a necessidade de cooperação entre o setor público e privado e de uso consciente de energia.
- ONS acompanhará a evolução do fenômeno e ajustará ações para manter a estabilidade do sistema elétrico.
O Núcleo de Operação do Sistema Elétrico (ONS) alertou que o El Niño pode exigir uma operação especial do setor elétrico brasileiro este ano. A previsão aponta forte intensidade climática e risco de falhas no abastecimento caso as medidas não sejam suficientes.
Segundo o ONS, a redução de chuvas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul afeta diretamente os reservatórios das usinas hidrelétricas, que ainda são parte relevante da matriz energética nacional. A depender da intensidade do fenômeno, pode haver restrições na geração.
Para mitigar impactos, o órgão trabalha com ações de operação especial, incremento da geração por fontes alternativas e gerenciamento de demanda. ONS ressalta a necessidade de colaboração entre setor público e privado para manter o abastecimento.
Medidas para evitar apagões
A instituição tem aumentado a participação de termelétricas na matriz de geração. Além disso, reforça estratégias de planejamento para o manejo de demanda e estímulo ao consumo consciente, especialmente em horários de maior pico.
O ONS também tem orientado agentes do mercado a monitorar cenários climáticos e ajustar rapidamente a operação do sistema. Quaisquer mudanças visam sustentar a estabilidade do fornecimento de energia no país.
Contexto do El Niño
O fenômeno ocorre por aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, influenciando o clima global. No Brasil, a expectativa é de que atinja intensidade máxima neste ano, exigindo atenção especial do setor energético.
Ainda de acordo com o ONS, o monitoramento continuará contínuo, com ajustes conforme a evolução do El Niño. O objetivo é evitar impactos na sociedade e na economia brasileira.
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