- Junho é o Mês de Conscientização sobre a Infertilidade e a Saúde Reprodutiva, conhecido como Junho Laranja.
- A infertilidade é definida como a ausência de concepção após doze meses de atividade sexual sem uso de métodos anticonceptivos, e pode afetar a qualidade de vida, aumentando ansiedade e sintomas depressivos.
- O conceito tem sido ampliado, incluindo situações em que é necessária reprodução assistida; também há distinção entre infertilidade primária e secundária.
- A reprodução assistida é dividida em baixa e alta complexidade; não existe uma política de reprodução assistida integrada ao SUS; o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto foi pioneiro no país, desde 1992, e há cerca de dez centros públicos no Brasil, segundo o UNFPA.
- A dificuldade maior é o financiamento e a prioridade hospitalar; há cobrança pela divulgação de infertilidade como doença e pela inclusão de tratamento de reprodução assistida na política pública do SUS, com papel central da universidade e dos serviços de reprodução assistida.
A Infertilidade é reconhecida como doença pela comunidade médica e afeta a qualidade de vida de casais. Junho é o Mês de Conscientização sobre Infertilidade e Saúde Reprodutiva, conhecido como Junho Laranja. O tema é apresentado pela professora Paula Andrea de Albuquerque Salles Navarro, da USP.
Além da questão biológica, a infertilidade impacta o bem-estar psicológico. Casais que desejam constituir família apresentam maiores níveis de ansiedade e sintomas depressivos, o que pode piorar a qualidade de vida.
O conceito de infertilidade tem ganhado amplitude, incluindo pessoas que recorrem à reprodução assistida. Ela pode ser classificada como primária ou secundária, conforme histórico de gravidez.
Desafios na reprodução assistida
A reprodução assistida inclui técnicas de baixa e alta complexidade. Induzir ovulação e inseminação são exemplos simples, enquanto a fertilização in vitro envolve coleta de óvulos e preparo do sêmen.
Não há uma política de reprodução assistida integrada ao SUS. O Hospital das Clínicas da FMRP foi pioneiro, mantendo o Setor de Reprodução Assistida desde 1992, com apoio institucional. Além dele, apenas 10 centros públicos existem no Brasil, segundo o UNFPA.
Para o professor Rui Ferriani, o grande obstáculo é a competição por verbas dentro de hospitais terciários. Ele defende que a infertilidade seja reconhecida como doença e que a reprodução assistida tenha acesso mais amplo.
O papel da universidade e do setor é conscientizar autoridades e gestores. Em 2005 houve uma portaria que reconhecia a infertilidade como doença, hoje revogada, deixando a demanda sem atendimento adequado.
Sem atender a demanda, há injustiça social ao deixar de beneficiar quem precisa do tratamento. O HC é destacado não apenas pelo atendimento, mas pela formação de especialistas que atuam no Brasil.
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