- Taiwan lançou o primeiro curso civil de pilotagem de drones, realizado pela Kuma Academy em Taipei, inspirado na experiência da Ucrânia.
- O objetivo é ampliar a alfabetização em drones e permitir que civis observem riscos e contribuam em uma eventual defesa, sem armar a população.
- As turmas, com vagas limitadas, costumam ter venda esgotada até agosto; cerca de setenta e cinco alunos podem ser treinados por mês; a idade mínima para registro de drones passou a ser 14 anos, em dois mil e vinte e quatro.
- O programa faz parte de um movimento maior de defesa civil no país, com mais de trinta grupos voluntários atuando em resgate e primeiros socorros.
- Drones são vistos como ferramenta útil para vigilância e reconhecimento em cenários de invasão pela China, reforçando a preparação pública para uma eventual guerra.
Em Taipei, os relatos indicam que Taiwan está ampliando a defesa civil com foco em drones. O programa piloto, iniciado em maio, capacita civis a pilotar dispositivos aéreos em ambientes controlados, com a finalidade de ampliar a literacia tecnológica e a vigilância em cenários de crise.
A iniciativa reúne cerca de duas dezenas de participantes por sessão, com público variando entre jovens e idosos. Em uma sala apertada, Pan Chien-chin, de 48 anos, experimenta manter o drone no ar em um percurso demarcado por cones, sem incidentes graves.
O treinamento, promovido pela Kuma Academy, ONG de defesa civil, busca transformar curiosos em observadores ativos. A meta é que iniciantes compreendam o potencial dos drones em operações de resgate, monitoramento e resposta a emergências, sem armar civis.
Taiwan tem registrado crescimento no uso de drones para fins cívicos. Dados da Administração de Aviação Civil apontam mais de 39 mil drones registrados no país, com idade mínima reduzida para 14 anos, e programas de verão em escolas para montagem e operação de drones.
O objetivo do curso é ampliar a compreensão sobre capacidades táticas dos drones, preparando a população para situações de invasão. O esforço se insere numa estratégia mais ampla de defesa e na construção de uma cadeia de suprimentos de drones, com ênfase em produção doméstica.
A iniciativa ocorre em meio a tensões com a China e a busca de Taiwan por maior autossuficiência tecnológica. Embora o parlamento tenha autorizado um orçamento de defesa, houve modificação que retirou parte de recursos para produção doméstica de drones.
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