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Vídeo superestima cúrcuma ao afirmar reduzir colesterol e prevenir Alzheimer

Verificação aponta que cúrcuma tem propriedades anti-inflamatórias, mas não há evidência de reduzir colesterol, prevenir Alzheimer ou a imunidade; uso excessivo pode ser perigoso

Consumo excessivo de cúrcuma pode ser prejudicial para a saúde.
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  • Vídeo com receitas de cúrcuma e gelatina afirma ser “remédio natural” para saúde cardíaca, imunidade e prevenção de Alzheimer; mais de 1 milhão de visualizações em redes sociais.
  • O Estadão Verifica conclui que a cúrcuma tem propriedades anti-inflamatórias, mas não há comprovação científica dos benefícios alegados no vídeo.
  • Especialistas alertam que uso excessivo ou sem supervisão pode causar náuseas, dor de estômago, diarreia e aumentar risco de sangramentos.
  • Não há evidência clínica de que a cúrcuma reduza colesterol, previna Alzheimer ou combata gripes; estudos sobre Alzheimer são em animais, não em humanos.
  • Recomenda-se consumo responsável: preferir produtos de qualidade com dosagem correta; uso medicinal envolve extrato padronizado, enquanto o consumo culinário é seguro para a maioria, sem efeito terapêutico comprovado.

O vídeo viraliza na internet ao apresentar uma receita de cubos de gelatina com cúrcuma e afirmar que seria um “remédio natural” para manter a saúde cardíaca, fortalecer a imunidade e prevenir Alzheimer. A publicação soma mais de 1 milhão de visualizações no Facebook, além de perfis no Instagram e TikTok. A autora se apresenta como esteticista e criadora de protocolos.

Segundo o Verifica, a cúrcuma possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes confirmadas pela ciência. No entanto, não há evidência clínica de que o consumo da especiaria reduza o colesterol, previna Alzheimer ou combata gripes.

Estudiosos destacam que a cúrcuma não substitui tratamento médico nem hábitos saudáveis. Estudos sobre Alzheimer em humanos ainda são insuficientes; resultados em animais não se traduzem automaticamente para pessoas.

Especialistas alertam que o uso indiscriminado pode trazer riscos. Altas dosagens, sobretudo de extratos concentrados, podem causar náuseas, dor abdominal, diarreia e aumento do risco de sangramentos.

Para uso seguro, recomendam produtos de qualidade e dosagens padronizadas. A cúrcuma em pó costuma vir com adulterações; medicamentos fitoterápicos padronizados costumam trazer a quantidade correta de curcuminoides.

Em termos de alimentação, há benefício provável com consumo culinário moderado. Bebidas e receitas caseiras não devem ser tratadas como cura para doenças específicas, mesmo com efeitos benéficos possíveis.

Além disso, especialistas ressaltam que alimentação equilibrada, atividade física regular e sono adequado são pilares de saúde. Não substituem uma avaliação médica nem tratamento de condições já diagnosticadas.

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