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CAR-T avança no SUS, destacando Erasto Gaertner e Erastinho na terapia

Investimento de 100 milhões e prioridade da Anvisa situam CAR‑T Cell no foco do SUS, ampliando acesso a tratamento oncológico inovador no Brasil

A terapia CAR-T Cell utiliza células do próprio paciente geneticamente modificadas para reconhecer e combater o câncer, oferecendo novas perspectivas para casos complexos de leucemia e linfoma. (Foto: Divulgação)
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  • O Ministério da Saúde anunciou investimento de 100 milhões de reais na terapia CAR-T Cell e a inclusão do tratamento no fluxo prioritário de avaliação da Anvisa, marcando avanço no acesso no Brasil.
  • O Hospital Erasto Gaertner e o Hospital Erastinho já utilizam a CAR-T Cell em pacientes com casos complexos, ajudando a construir uma nova realidade oncológica no país.
  • Estudo do Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan, indica cerca de 87% de eficácia em pacientes com linfoma.
  • A CAR-T Cell funciona retirando células do próprio paciente, modificando-as geneticamente para reconhecer e combater o câncer, representando mudança de paradigma no tratamento de certos hematológicos.
  • O Erastinho foi o primeiro centro brasileiro a aplicar CAR-T em pacientes pediátricos, com 12 infusões já realizadas; a possível incorporação ao SUS pode ampliar o acesso, já que cerca de 75% dos atendimentos da Liga Paranaense de Combate ao Câncer são para pacientes do SUS.

O Ministério da Saúde destinou 100 milhões de reais para a terapia CAR-T Cell, uma abordagem que modifica células do próprio sistema imune para combater o câncer. A Anvisa incluiu o tratamento no fluxo prioritário de avaliação, acelerando a possibilidade de incorporação. O anúncio reforça o papel estratégico do Brasil na oncologia moderna.

Na prática, hospitais parceiros já utilizam a CAR-T Cell em pacientes com casos complexos. Entre eles estão o Hospital Erasto Gaertner, referência no estado, e o Hospital Erastinho, dedicado à oncologia pediátrica. Ambos trabalham para ampliar o acesso à terapia.

Estudos recentes reforçam o impacto da CAR-T Cell. Em Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan, a taxa de resposta em linfoma atingiu cerca de 87%. Os resultados fortalecem a perspectiva de incorporação da técnica ao SUS.

Para o médico do Erasto Gaertner, a CAR-T Cell representa uma mudança de paradigma no tratamento de câncer hematológico. A terapia retira células do paciente, as modifica geneticamente e as reintroduz para atacar a doença.

O Erastinho já aplicou a CAR-T Cell em pacientes pediátricos desde 2023. A chefe do Serviço de Transplante de Medula Óssea Pediátrico destaca que 12 infusões foram realizadas, abrindo novas possibilidades de controle da doença.

A Liga Paranaense de Combate ao Câncer ressalta que aproximadamente 75% dos atendimentos na região atendem a pacientes do SUS. O avanço regulatório e o investimento federal aumentam as chances de ampliar o acesso à terapia em centros preparados.

Embora haja etapas regulatórias a cumprir, o anúncio sinaliza um marco para a oncologia brasileira. A expansão do acesso depende de implementação logística, capacitação de equipes e acordos com redes de referência.

Avanço institucional e protagonismo regional

A articulação entre governo, instituições públicas e centros de referência fortalece o ecossistema da CAR-T Cell. O direcionamento para o SUS visa democratizar o tratamento de câncer hematológico, especialmente para casos agressivos.

Desdobramentos e expectativas

Analistas destacam que a incorporação ampla depende de evidências adicionais e da capacidade operacional dos serviços de saúde. O objetivo é reduzir lacunas entre pesquisa e prática clínica no Brasil.

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