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Consumo ético: resistência e novas uvas híbridas ganham espaço

Com variedades híbridas resistentes a doenças, micro-négociant em Languedoc oferece vinhos vibrantes, mais baratos e com menor uso de fungicidas

Pierre & Antonin, Petit Sauvage
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  • Em uma feira orgânica em Montpellier, a jornalista acompanhou Pierre Caizergues, da micro-négociant Pierre & Antonin, que atua no Languedoc.
  • A empresa vem migrando de variedades clássicas para híbridas resistentes a doenças, como Souvignier Gris, Cabernet Cortis, Artaban e Floréal, produzindo vinhos de diferentes estilos.
  • Os produtores passaram a trabalhar com pequenos lotes de agricultores que compram a fruta, buscando vinhos com intervenção mínima, mas saborosos e acessíveis.
  • Vantagens econômicas incluem menor uso de fungicidas e de mão de obra, garrafas leves de 370 g e fermentação facilitada por levedas indígenas, reduzindo custos e impactos ambientais.
  • A meta é criar vinhos vibrantes, fáceis de abrir e compartilhar, com preço competitivo, apostando que as variedades híbridas ajudam a enfrentar mudanças climáticas e pressões de mercado.

A wineira local teve destaque neste início de ano, durante a feira orgânica Millésime Bio, em Montpellier. Em um tasting com Pierre Caizergues, da micro-négociant Pierre & Antonin, o encontro ocorreu em Malepère, na fronteira oeste do Languedoc.

A dupla tem investido em variedades híbridas resistentes a doenças, como Souvignier Gris, Cabernet Cortis, Artaban e Floréal. Depois de 2010 nos EUA, eles criaram a Pierre & Antonin em 2020, migrando de variedades clássicas para vinhos com menor intervenção.

Eles organizam pequenos cultivos com garantia de compra da fruta, buscando mostrar que é possível produzir vinhos saborosos, com intervenção reduzida e preço acessível. O projeto visa ampliar o uso dessas uvas híbridas na região.

Em busca de vinhos vibrantes e acessíveis

Graças à resistência das híbridas a oídio e míldio, os custos com tratamentos caem e o uso de garrafas leves reduz emissões e gastos logísticos. A fermentação tende a ocorrer com leveduras nativas, simplificando o processo.

Os vinhos resultantes são descritos como fáceis de abrir, com perfil frutado, baixo teor alcoólico e bom custo-benefício. A iniciativa envolve incentivar consumo compartilhado, sem exigir guarda prolongada.

Protagonismo das híbridas no cenário regional

Souvignier Gris foi a uva de entrada do projeto, que também oferece variantes como brut pét-nat e vinhos de maceração com casca. Pierre comenta que a variedade tem destacado notas cítricas, frutas tropicais e toques de menta, agregando frescor aos dias de verão.

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