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Lagarto amazônico tamanquaré intriga cientistas pela incrível locomoção

Lagarto tamanquaré amazônico corre sobre a água com patas franjadas, inspira robótica e depende da qualidade de rios e florestas para sobreviver

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  • O tamanquaré amazônico, conhecido como lagarto-basilisco, é capaz de correr sobre a água sem afundar, comportamento estudado por biomecânica e locomção animal.
  • O segredo está nas patas traseiras: dedos com franjas de pele que aumentam a área de contato e criam impulso rápido, com uma bolha de ar formada sob as patas para sustentar o peso momentaneamente.
  • Pesquisas com câmeras de alta velocidade mostraram que a velocidade é determinante para manter a sustentação; indivíduos mais jovens costumam percorrer maiores distâncias.
  • Estudos renomados, incluindo publicação na revista Nature, explicam as forças hidrodinâmicas envolvidas e inspiram robôs e veículos anfíbios com maior eficiência energética.
  • O tamanho do animal fica entre sessenta e oitenta centímetros, com cristas mais evidentes nos machos; o tamanquaré pode mergulhar por até trinta minutos quando necessário.

O tamanquaré amazônico, conhecido internacionalmente como lagarto-basilisco, chama atenção por correr sobre a água sem afundar. Cientistas estudam o animal há décadas, buscando entender a biomecânica por trás dessa habilidade.

O segredo está nas patas traseiras: dedos longos com franjas de pele aumentam a área de contato com a água, agindo como remos. Passada após passada, o réptil gera força de reação suficiente para sustentar o peso por instantes.

Durante a corrida, surge uma bolha de ar sob as patas, que reduz o mergulho. O movimento segue uma sequência rápida: impacto vertical, deslocamento do líquido e criação da cavidade de ar, com retirada veloz do membro para manter o apoio.

Essa cadência permite que o animal percorra vários metros sobre rios e igarapés, principalmente quando precisa escapar de predadores. O tamanho reduz o peso relativo, favorecendo a sustentação momentânea.

Além da locomoção, o corpo alongado distribui a massa, e a coloração verde camufla o animal entre a vegetação ribeirinha. Tais adaptações ajudam na sobrevivência em um ambiente com predadores e competição por recursos.

Câmeras de alta velocidade permitiram analisar as etapas do movimento. Indivíduos jovens e mais leves costumam percorrer maiores distâncias antes de perder a sustentação, segundo estudos do tema.

Um estudo de referência foi publicado na Nature, que descreve um modelo hidrodinâmico da locomoção sobre a água por lagartos basiliscos. Pesquisas semelhantes impulsionam aplicações tecnológicas fora da biologia.

Engenheiros passam a usar os princípios observados para criar robôs e veículos anfíbios com melhor eficiência em superfícies instáveis, além de reduzir consumo energético em situações desafiadoras.

O tamanquaré é encontrado na floresta amazônica e mede entre 60 e 80 cm, com a cauda responsável pela maior parte do comprido. Machos costumam apresentar cristas na cabeça, no dorso e na cauda, reforçando o aspecto pré-histórico.

Apesar da capacidade impressionante, o réptil sofre com degradação ambiental. Desmatamento, poluição de rios e introdução de espécies exóticas comprometem a qualidade de seus habitats aquáticos.

Como dependente direta dos ambientes aquáticos e florestais, o tamanquaré funciona como indicativo da saúde dos ecossistemas amazônicos. Proteger essa espécie envolve conservar biodiversidade e equilíbrio hídrico regional.

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