- O projeto Censo dos Oceanos anunciou a descoberta de 30 novas espécies marinhas durante uma expedição de 35 dias às ilhas Sandwich do Sul, com coleta de 2 mil espécimes em 14 grupos diferentes.
- A operação contou com o navio R/V Falko e robôs subaquáticos, que gravaram vídeos em alta definição para acompanhar os organismos.
- Entre as descobertas estão vermes escamosos iridescentes, estrelas-do-mar de várias famílias, crustáceos, corais negros, uma esponja carnívora chamada de “bola da morte” a 3.600 metros de profundidade e vermes zumbis.
- Os cientistas destacam a imensa biodiversidade ainda não registrada no Oceano Antártico, com mais de oitocentas espécies anunciadas pelo projeto desde abril de dois mil e vinte e três.
- O programa utiliza tecnologias avançadas, como aprendizado de máquina, análise de DNA ambiental e escaneamento a laser subaquático, disponibilizando os dados gratuitamente para comunidade científica, autoridades e público.
O projeto global Censo dos Oceanos anunciou a descoberta de 30 novas espécies marinhas. A exploração ocorreu durante uma expedição de 35 dias às ilhas Sandwich do Sul, região remota do planeta. A meta é identificar 100 mil espécies desconhecidas em uma década.
Pesquisadores de diversas instituições utilizaram o navio R/V Falko, do Schmidt Ocean Institute, e robôs subaquáticos (ROVs) para registrar vídeos em alta definição e coletar 2 mil espécimes de 14 grupos animais diferentes. As amostras serão estudadas em laboratórios internacionais.
Entre os organismos identificados estão vermes escamosos iridescentes, estrelas-do-mar de várias famílias, crustáceos e corais negros. Uma esponja carnívora, apelidada de bola da morte, foi encontrada a 3.600 metros de profundidade, com formato esférico e ganchos para capturar presas.
Descobertas e métodos
Foram ainda encontrados “vermes zumbis”, que não possuem boca nem intestino e se alimentam de gorduras de ossos de grandes vertebrados. A descoberta de 30 espécies com menos de 30% das amostras analisadas evidencia a imensa biodiversidade do Oceano Antártico.
O Censo dos Oceanos já anunciou mais de 800 novas espécies desde abril de 2023. O projeto é uma parceria entre a Nippon Foundation, no Japão, e o Nekton, instituto britânico de conservação e ciência marinha.
Perspectivas e tecnologia
O conhecimento sobre a vida nas profundezas ainda é limitado. Estima-se que o oceano alojue cerca de 2,2 milhões de espécies, com apenas 240 mil descritas até hoje pelo censo. Pesquisas utilizam imagens em alta resolução, aprendizado de máquina e DNA ambiental.
Recursos tecnológicos mais avançados permitem observar organismos frágeis no ambiente natural, sem removê-los da água. Além de detectar novas espécies, o programa busca entender como ecossistemas respondem às mudanças climáticas.
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