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Como a ansiedade transforma o escuro da noite em estresse extremo

Especialista explica nictofobia como fobia específica que transforma a escuridão em crise de ansiedade, impactando sono e qualidade de vida se não tratada

A nictofobia é um dos transtornos de ansiedade que acontecem em crises, mediante um estímulo estressor, que nesse caso é o escuro Foto: Freepik/Magnific
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  • Nictofobia é o medo irracional da noite ou da escuridão, mais comum em crianças, que pode se tornar tratável na vida adulta caso atrapalhe o sono.
  • Sinais incluem respostas físicas e psicológicas como taquicardia, falta de ar e sensação de perigo; muitos precisam de luzes acesas para dormir.
  • O tratamento costuma ser a terapia cognitivo-comportamental para fobias específicas; antidepressivos podem aparecer em transtornos de ansiedade, mas não costumam ser usados para crises específicas de fobia.
  • A doença é multicausal: predisposição biológica, aprendizados de ansiedade, traumas e fatores psicodinâmicos ligados a momentos de desenvolvimento.
  • A especialista aponta a nictofobia como possível herança do medo do desconhecido, com terapia ajudando a desmistificar o escuro e reduzir o desconforto.

A nictofobia, medo intenso da noite ou da escuridão, é mais comum em crianças, mas pode persister na vida adulta. Quando atrapalha o sono ou provoca sintomas físicos, é considerada fobia específica tratável. A especialista Adélia Miranda explica o tema.

Para ela, ansiedade é hiperatividade do sistema nervoso autônomo com desconforto. Em situações normais, como prova, é passageira. Quando o estímulo persiste ou é irracional, caracteriza-se como patológica, uma fobia específica que surge com o escuro.

A formação da nictofobia envolve predisposição biológica, hábitos aprendidos e fatores psicodinâmicos. Traumas podem ficar no inconsciente e se manifestar como sintoma, servindo como defesa para lidar com o que é considerado inaceitável.

Sinais de alerta e tratamento

Entre os sinais, distinguir desconforto com o escuro de crises de ansiedade irracionais é essencial. Dormir com luz acesa pode indicar problema, mas o ideal é o sono no escuro para relaxar mais profundamente.

Se a ansiedade atrapalha a vida, é hora de buscar ajuda. A evitação do escuro costuma aumentar a ansiedade diurna, prejudicando decisões e bem-estar. O tratamento busca retomar o uso natural do sono.

Para fobias específicas, a terapia cognitivo-comportamental é considerada mais eficaz do que apenas medicação. Técnicas de dessensibilização expõem gradualmente o paciente ao escuro, reduzindo medo e promovendo conforto.

Origem e evolução

A profissional aponta uma herança evolutiva ligada ao medo do desconhecido. O ser humano desenvolveu proteção: casas seguras, enquanto no passado o medo do escuro era adaptativo. Com o tempo, desmistificar esse medo é fundamental.

A visão de que o escuro pode trazer perigo persiste em momentos de história, mas a terapia ajuda a diferenciar o que é real do que é percebido, sem exigir que a pessoa renuncie ao descanso.

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