- Nictofobia é o medo irracional da noite ou da escuridão, mais comum em crianças, que pode se tornar tratável na vida adulta caso atrapalhe o sono.
- Sinais incluem respostas físicas e psicológicas como taquicardia, falta de ar e sensação de perigo; muitos precisam de luzes acesas para dormir.
- O tratamento costuma ser a terapia cognitivo-comportamental para fobias específicas; antidepressivos podem aparecer em transtornos de ansiedade, mas não costumam ser usados para crises específicas de fobia.
- A doença é multicausal: predisposição biológica, aprendizados de ansiedade, traumas e fatores psicodinâmicos ligados a momentos de desenvolvimento.
- A especialista aponta a nictofobia como possível herança do medo do desconhecido, com terapia ajudando a desmistificar o escuro e reduzir o desconforto.
A nictofobia, medo intenso da noite ou da escuridão, é mais comum em crianças, mas pode persister na vida adulta. Quando atrapalha o sono ou provoca sintomas físicos, é considerada fobia específica tratável. A especialista Adélia Miranda explica o tema.
Para ela, ansiedade é hiperatividade do sistema nervoso autônomo com desconforto. Em situações normais, como prova, é passageira. Quando o estímulo persiste ou é irracional, caracteriza-se como patológica, uma fobia específica que surge com o escuro.
A formação da nictofobia envolve predisposição biológica, hábitos aprendidos e fatores psicodinâmicos. Traumas podem ficar no inconsciente e se manifestar como sintoma, servindo como defesa para lidar com o que é considerado inaceitável.
Sinais de alerta e tratamento
Entre os sinais, distinguir desconforto com o escuro de crises de ansiedade irracionais é essencial. Dormir com luz acesa pode indicar problema, mas o ideal é o sono no escuro para relaxar mais profundamente.
Se a ansiedade atrapalha a vida, é hora de buscar ajuda. A evitação do escuro costuma aumentar a ansiedade diurna, prejudicando decisões e bem-estar. O tratamento busca retomar o uso natural do sono.
Para fobias específicas, a terapia cognitivo-comportamental é considerada mais eficaz do que apenas medicação. Técnicas de dessensibilização expõem gradualmente o paciente ao escuro, reduzindo medo e promovendo conforto.
Origem e evolução
A profissional aponta uma herança evolutiva ligada ao medo do desconhecido. O ser humano desenvolveu proteção: casas seguras, enquanto no passado o medo do escuro era adaptativo. Com o tempo, desmistificar esse medo é fundamental.
A visão de que o escuro pode trazer perigo persiste em momentos de história, mas a terapia ajuda a diferenciar o que é real do que é percebido, sem exigir que a pessoa renuncie ao descanso.
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