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DNA de museu revela novas víboras-do-Himalaia, diz estudo

Pesquisa revela cinco espécies de vípera-do Himalaia, incluindo três novas, destacando diversidade local e urgência de conservação

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  • Cinco espécies distintas de pit viper no Himalaia foram identificadas, com três novas para a ciência.
  • Gloydius himalayanus passa a ocorrer no noroeste da Índia, em altitudes entre 1.000 e 3.500 metros.
  • Gloydius chambensis tem alcance expandido para o vale de Kashmir, entre 400 e 2.500 metros.
  • As três novas espécies são Gloydius hazarensis, Gloydius hindukushensis e Gloydius nepalensis, com ocorrências no Hazara (Paquistão) e no Hindu Kush (Paquistão) e no Nepal, em diferentes faixas de altitude entre 1.630 e 3.220 metros.

Foram identificadas cinco espécies de pit vipers no Himalaia, antes consideradas apenas uma. O estudo reclassifica o que era visto como Gloydius himalayanus em cinco tipos distintos, incluindo três espécies novas para a ciência.

Pesquisadores trabalharam em diferentes áreas do Himalaia, coletando amostras de populações antes agrupadas como a mesma espécie. Também revisaram peças históricas e extraíram DNA de espécimes conservados em museus. A análise integrou morfologia, esqueleto e genética.

Os resultados indicaram a existência de cinco xilas distintas: Gloydius himalayanus, hoje restrita ao noroeste da Índia; G. chambensis, descrita originalmente em 2022 na Índia, com alcance estendendo-se ao Vale de Kashmir; G. hazarensis, nova para a ciência, na região de Hazara, no Paquistão; G. hindukushensis, também recém-descrita, no leste das encostas do Hindu Kush; e G. nepalensis, distribuída no oeste e centro-oeste do Nepal.

Novas espécies identificadas

Gloydius himalayanus passa a ser vista apenas em áreas elevadas entre 1.000 e 3.500 metros, na região norte da Índia. Já G. chambensis ocupa 400 a 2.500 metros, com novo alcance estimado para o oeste, no Vale de Kashmir. As demais espécies ocupam faixas entre 1.630 e 2.900 metros (G. hazarensis) e 1.660 a 2.888 metros (G. hindukushensis). G. nepalensis aparece entre 1.640 e 3.220 metros, no Nepal.

Especialistas destacam que a topografia acidentada dos Himalaias favorece a separação de populações, criando isolamento geográfico que levou à diversificação. Análise de rios históricos, como Indus e Karnali, também é citada como possível barreira que moldou a distribuição.

A relevância taxonômica aparece como elemento central para a conservação. Se não houver reconhecimento de espécies distintas, o entendimento de risco e proteção pode ficar comprometido, segundo especialistas consultados. A pesquisa ressalta a importância de acompanhar a evolução local para estratégias de preservação.

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