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Especialista aponta riscos ocultos dos anabolizantes

Especialista alerta: uso de esteroides anabolizantes cresce no Brasil e aumenta risco de morte até 2,8 vezes, com danos reprodutivos potencialmente permanentes

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  • Crescimento do uso de esteroides anabolizantes no Brasil e no mundo, com venda legal aumentando setecentos por cento entre 2018 e 2025 e alta de vinte por cento no último ano.
  • O Conselho Federal de Medicina proibiu, desde 2023, a prescrição de terapias hormonais com esteroides anabolizantes para atletas profissionais e amadores.
  • Dados indicam que cerca de 6,4% dos homens no Brasil já usaram EAA; um em cada 16 estudantes no país já utilizou, com alta de setenta e sete por cento entre o ensino médio desde 1996.
  • O uso eleva o risco de morte em até 2,8 vezes e pode causar hipertrofia cardíaca, infarto, hipertensão e trombose.
  • O acompanhamento urológico é essencial para monitorar sistemas reprodutivo e hormonal; a interrupção do ciclo pode provocar pane hormonal, queda de libido e ginecomastia, entre outros efeitos.

O uso de esteroides anabolizantes androgênicos avança no Brasil e no mundo, com riscos de sequelas permanentes. Profissionais alertam que o consumo pode elevar o risco de morte em até 2,8 vezes, mesmo entre jovens saudáveis. A atuação do médico é focada no acompanhamento e na prevenção.

O estudo aponta que a venda legal desses anabolizantes cresceu 700% entre 2018 e 2025, com alta de 20% no último ano. A facilidade de acesso no mercado informal aumenta a exposição de usuários sem orientação médica adequada.

Os esteroides em questão são derivados sintéticos da testosterona, originalmente usados para tratar hipogonadismo. A prática estética ou esportiva é proibida desde 2023 pela autoridade médica, com base em evidências de danos à saúde.

Segundo o Dr. Fernando Marsicano, mesmo com a proibição, o consumo continua alto devido ao fácil acesso e à desinformação online. Em termos clínicos, o uso não terapêutico pode impactar o sistema reprodutivo e o hormonal, com danos que podem evoluir silenciosamente.

Dados da SBEM indicam que cerca de 6,4% dos homens no país já usaram anabolizantes, com maior prevalência entre frequentadores de academias. Pesquisas associam o hábito a disfunção hormonal entre jovens e estudantes.

A pesquisa também aponta que 15% dos jovens praticantes de musculação mostram sinais de infertilidade ou disfunção hormonal, conforme estudo citado pela SBU. O quadro costuma ser reconhecido tardiamente, após prejuízos já notáveis.

O médico ressalta que, após a interrupção, o organismo pode sofrer pane hormonal. A recuperação envolve terapia de reposição gradual e exames para restabelecer a produção de testosterona, reduzindo riscos de abstinência.

Sobre a próstata, níveis altos de testosterona podem provocar hiperfunção e sintomas urinários. Embora não haja comprovação de relação direta com câncer, pacientes com tumores existentes devem ser monitorados para evitar agravamento.

O acompanhamento urológico é essencial para quem usou ou ainda usa essas substâncias. O objetivo é mapear danos, orientar a recuperação e conduzir a transição de forma segura, evitando prejuízos permanentes.

O papel do urologista inclui detectar sinais precoces, orientar o retratamento e conduzir a redução de danos. A avaliação clínica pode ser decisiva para preservar a fertilidade e a saúde reprodutiva.

Para mais informações, procure serviços de urologia especializados e acompanhe orientações técnicas de sociedades médicas. Fontes destacam a importância de exames como espermograma e avaliações hormonais para entender o real estado do sistema reprodutivo.

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