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Super El Niño pode impactar o inverno no Brasil e trazer efeitos

Super El Niño deve tornar o inverno brasileiro atípico, com chuvas acima da média no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e ondas de calor previstas no fim da estação

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  • O super El Niño começou oficialmente na primeira semana de junho e deve impactar o inverno de 2026 no Brasil, com chuvas acima da média em diversas regiões e variações de temperatura.
  • Entre 22 e 30 de junho ocorre a primeira onda de frio do inverno; no Sul, o frio deve ser menos persistente por chover com mais frequência.
  • Duas massas de ar frio devem atuar em julho (meados e fim do mês), influenciando Sul, Sudeste, Centro-Oeste e áreas do Acre, Rondônia e sul do Amazonas.
  • Podem ocorrer ondas de calor no fim do inverno, especialmente no sul e leste do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso; picos de calor podem chegar a agosto no Centro-Oeste e Sudeste.
  • Em termos de chuva, o Sudeste e Centro-Oeste devem ter episódios atípicos; Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul terão chuvas acima da média, com impactos na agricultura (trigo no Sul, café no Sudeste, cana-de-açúcar em SP, PR e MS) e no tempo seco típico do Nordeste.

O avanço do super El Niño, iniciado oficialmente na primeira semana de junho, deve alterar o perfil do inverno no Brasil. Segundo o Climatempo, o fenômeno tende a intensificar chuvas em áreas típicas de seco e trazer variação de temperaturas. A expectativa é de mudanças regionais ao longo de junho a setembro.

A previsão aponta que a primeira onda de frio ocorrerá entre 22 e 30 de junho. No Sul, o frio deve ser menos intenso e menos persistente, em função de chuvas mais frequentes. Em julho, duas grandes massas de ar frio devem reduzir a temperatura em boa parte do país.

Além disso, festas de calor podem ocorrer no fim do inverno, especialmente no Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Projeções indicam ainda picos de calor em agosto no Centro-Oeste e Sudeste.

Chuvas no inverno

O fortalecimento do El Niño deverá elevar a chuva no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul. Em parte do Sul, o volume de água pode ficar acima da média. No sudoeste do Paraná, a chuva tende a ficar muito acima do normal.

O Sudeste e o Centro-Oeste costumam ter inverno seco; contudo, a estação pode trazer episódios de chuva atípica. O fim do inverno deve fechar com chuva perto ou acima da média nessas regiões.

Acre, Rondônia e sul do Amazonas devem registrar mais precipitação do que o habitual. No Nordeste, o inverno costuma ser seco e quente, com menor chuva prevista na costa leste entre julho e setembro.

No extremo norte, Roraima, parte do Amazonas, Amapá e o norte do Pará devem ter chuva abaixo da média durante todo o inverno. Tocantins e leste do Pará devem ter predominância de tempo seco.

Inverno agrícola

Frio intenso deve ocorrer nos primeiros dias e em julho, com geadas previstas no Sul. Em agosto, há possibilidade de novos eventos de geada na região. No Sudeste, há chance de geadas no começo do inverno, porém com impactos agrícolas limitados.

Aumento da umidade e maior número de dias chuvosos podem retardar queimadas, mas também elevam o risco de fungos na produção. O trigo no Sul tende a sofrer com excesso de umidade, impactando a qualidade e a colheita.

Na região Sudeste, a umidade elevada pode prejudicar a colheita do café em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. A cana-de-açúcar também deve enfrentar impactos na operação de corte e moagem no Sudeste, no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

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