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Kalil e especialistas explicam o Transtorno do Espectro Autista

Especialistas explicam TEA como quadro neurodesenvolvimento com base biológica, precoce e de espectro, destacando identificação por familiares

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  • O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um quadro do neurodesenvolvimento com base biológica documentada, influenciado por fatores genéticos, que se manifesta nos primeiros anos de vida e acompanha a vida da pessoa.
  • As áreas mais afetadas são sociabilidade, comunicação e padrões de interesses e comportamento, segundo a psiquiatra Daniela Bordini, em entrevista ao CNN Sinais Vitais.
  • O termo “espectro” reflete a grande heterogeneidade clínica entre pessoas com TEA, com características, dificuldades e necessidades muito diferentes entre si.
  • A identificação precoce envolve familiares e professores; estudo brasileiro com mais de vinte e três mil indivíduos com autismo mostrou que mais de cinquenta por cento dos primeiros sinais são observados por familiares, e aproximadamente nove por cento pelos professores.
  • Nos primeiros meses de vida, os sinais costumam ser inespecíficos, incluindo prejuízos no desenvolvimento motor, alterações de sono e dificuldades na comunicação não verbal, como o contato visual e a resposta social.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um quadro do neurodesenvolvimento com base biológica que tem componentes genéticos. O TEA se manifesta já nos primeiros anos de vida e percorre toda a vida da pessoa, impactando diversas áreas e podendo causar prejuízos.

A informação foi apresentada pela psiquiatra Daniela Bordini, coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp, em conversa com o médico Roberto Kalil no programa CNN Sinais Vitais, no último sábado. O destaque ficou para as áreas de sociabilidade, comunicação, padrões de interesse e comportamento.

O termo “espectro” indica que a condição envolve diferentes pessoas com características, dificuldades e necessidades distintas. Bordini afirmou que a heterogeneidade clínica dificulta a compreensão social, pois o estereótipo não representa a diversidade do TEA.

Primeiros sinais

A psicóloga Tatiana Mecca, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, destacou a importância da identificação precoce por família e escola. Ela citou estudo do Instituto Steinkopf com mais de 23 mil pessoas autistas, que apontou mais de 50% dos sinais iniciais observados pela família e cerca de 9,5% pelos professores.

Segundo Mecca, no primeiro ano de vida os sinais costumam ser inespecíficos. Entre eles estão dificuldades no desenvolvimento motor, alterações no sono e problemas na comunicação não verbal. O contato visual com as figuras de referência é um ponto de atenção relevante.

Ainda conforme a expert, outros indicativos incluem pouca resposta ao ambiente, baixa orientação social quando há interação e diminuição do sorriso social durante o contato.

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