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Custo da crise climática é medido em vidas perdidas

Relatório aponta 120 mil mortes extras por ondas de calor entre 2000 e 2019, evidenciando efeito imediato da inação climática

Homem se refresca no Parque Augusta, centro de São Paulo, em dia de calor intenso na capital
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  • A Fiocruz, em apoio ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, estima 120 mil óbitos por doenças cardiovasculares e respiratórias ligados a ondas de calor entre 2000 e 2019, com média de cerca de seis mil por ano.
  • O estudo destaca que esse custo da inação frente à mudança do clima envolve tanto redução de emissões quanto adaptação da população e da infraestrutura para eventos extremos.
  • O texto menciona que, no Brasil, haveria cento e poucos milhões de pessoas? (Conteúdo original: referência a 700 mil óbitos por Covid, com cerca de 400 mil potencialmente evitáveis) — a ideia é que parte das mortes por Covid também poderia ter sido evitada com ações adequadas, conforme o contexto político citado.
  • O documento reforça que, com El Niño a caminho, as ondas de calor tendem a se intensificar, destacando a relação com o aquecimento global.
  • O material é apresentado como evidência de que a crise climática já afeta a saúde pública há décadas, não sendo apenas um problema futuro.

O estudo conjunto da Fiocruz e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aponta que, de 2000 a 2019, ocorreram cerca de 120 mil mortes adicionais associadas a ondas de calor no Brasil. O cálculo envolve óbitos por doenças cardiovasculares e respiratórias.

A pesquisa estima uma média de 6.000 óbitos evitáveis por ano ligados a altas temperaturas. O relatório compara esse número com os 42 mil homicídios ocorridos em 2024, para medir a dimensão relativa dos impactos da crise climática.

O estudo enfatiza que os efeitos das ondas de calor já se manifestam há décadas, não sendo um problema futuro. O material integra a série de evidências sobre como o aquecimento global afeta a saúde pública e o funcionamento do SUS.

Contexto da pesquisa e impactos no SUS

AFiocruz com o MCTI analisam mortalidade relacionada a calor extremo, com foco em padrões de morbidade. O relatório destaca que desmatamento e emissões são fatores que ampliam eventos de calor, pressionando serviços de saúde.

Segundo os pesquisadores, os impactos vão além da contagem de óbitos, afetando internações, gastos hospitalares e demanda por cuidados críticos. A previsão de El Niño muito forte aumenta a necessidade de planejamento estratégico.

O estudo ressalta a necessidade de políticas públicas para reduzir emissões e reforçar adaptação da população e da infraestrutura. A hipótese é de que ações efetivas podem minimizar mortes adicionais por ondas de calor.

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