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Nova descoberta científica liga arte à longevidade

Contato regular com artes reduz envelhecimento biológico em 4%, equivalente aos benefícios de exercícios, aponta estudo da University College London

MISTÉRIO DESVENDADO - Apreciando a Mona Lisa: atividade que eleva o bem-estar, segundo pesquisas
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  • Estudo da University College London, com mais de três mil e 500 pessoas, mostra que atividades culturais frequentes desaceleram o envelhecimento biológico em cerca de quatro por cento, equivalentes a um ano a menos na idade biológica.
  • Praticar leitura, ir a museus, cinema ou produzir arte aparece associado a menor desgaste celular, com efeitos cognitivos, emocionais e fisiológicos distintos conforme cada atividade.
  • Pesquisas anteriores já indicam que rotina cultural pode reduzir inflamação crônica e estresse, elevando neurotransmissores de bem-estar como dopamina e serotonina.
  • Especialistas ressaltam que atividades artísticas não substituem exercícios, mas complementam o cuidado com o corpo e o cérebro, ambos relevantes para longevidade.
  • Os autores sugerem ampliar o leque de atividades culturais e enxergá-las como investimento em educação e saúde pública.

Desde o início da ciência, pesquisadores buscam caminhos para frear o envelhecimento. Um estudo recente une cultura à longevidade, analisando hábitos culturais e sinais de envelhecimento biológico. A pesquisa é conduzida por especialistas da University College London e publicada na revista Innovation in Aging.

Foram avaliados dados de mais de 3.500 participantes. Os resultados indicam que atividades culturais frequentes aceleram ou desaceleram o envelhecimento conforme a frequência e o tipo de prática. Em média, quem pratica cultura pelo menos uma vez por semana apresenta envelhecimento biológico 4% mais lento.

A descoberta aponta que o efeito não depende de uma única atividade. Ler, ir a museus, cinema, peças teatrais e produção artística exibem impactos cognitivos, emocionais e fisiológicos distintos. O estudo associa esse conjunto de estímulos a menor desgaste celular.

A interpretação envolve a promoção de bem-estar e cognição. Pesquisadores destacam que atividades artísticas elevam neurotransmissores de prazer, reduzem inflamação e estresse, favorecendo respostas adaptativas do organismo ao tempo. A hipótese é de que cultura atua como fator de proteção.

Entre os especialistas ouvidos, destaca-se a ideia de não substituir exercícios físicos, mas somar benefícios. Atividades físicas continuam atuando no corpo; práticas culturais fortalecem o cérebro e a resiliência. O pesquisador Kalache reforça a importância de políticas que incentivem acesso à cultura.

Casos ilustrativos do estudo mostram pessoas com rotina cultural variada como exemplos positivos. Murilo Tavares, 62 anos, relata que exposições revitalizam a disposição. Ana Lúcia Nunes, 65, utiliza a cerâmica como hobby para renovar o interesse pela vida.

Os autores sugerem ampliar o leque de atividades culturais na vida cotidiana. Cada tipo de prática oferece efeitos diferentes sobre memória, emoção e comportamento. A recomendação é manter uma agenda cultural diversificada para potencializar os benefícios à longevidade.

Publicado em VEJA, edição de junho de 2026, o estudo reforça a ideia de que cultura pode complementar hábitos saudáveis. As autoridades de saúde pública são incentivadas a considerar o acesso à cultura como parte de políticas de educação e bem-estar.

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