- Sérgio Reis, 85 anos, relembra cirurgia cerebral realizada em 2002 após um AVC durante viagem em avião particular, que deixou visão parcial e fraqueza no lado direito.
- Na véspera da operação no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, ele pediu ao neurocirurgião para “tirar tudo” do cérebro antes de dormir, para ver o cérebro como um todo.
- O cantor explicou que o objetivo era verificar anomalias para permitir que ele cantasse, caso ocorrisse novo AVC; a cirurgia visava conter hemorragia e remover coágulos.
- Seis semanas após o procedimento, a recuperação foi rápida: apenas quinze dias depois ele já voltava aos palcos.
- O neurocirurgião Dr. Marcio Rassi esclarece que o AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico e lista fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo, destacando a importância do controle médico para reduzir o risco de novos episódios.
O cantor sertanejo Sérgio Reis, 85 anos, relembrou, em entrevista ao podcast de Flávio Prado, um episódio de 2002 relacionado a um AVC durante voo. A cirurgia cerebral, realizada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, ocorreu após confirmação de hemorragia e coágulos. A recuperação começou dias depois, com o cantor voltando aos palcos em apenas 15 dias.
Na véspera da operação, Reis pediu ao neurocirurgião que examinasse o cérebro por completo, mesmo com a anestesia já em processo. A justificativa foi manter o máximo de informações para seguir cantando caso haja novo episódio, segundo relato do artista.
Para o Dr. Marcio Rassi, neurocirurgião e professor da Santa Casa de São Paulo, o AVC pode ocorrer por isquemia ou por ruptura de vaso. O médico destacou fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo, além de condições cardíacas. O controle desses fatores reduz o risco de novos eventos.
Sobre a possibilidade de novo AVC, o neurocirurgião ressaltou a importância de manter tratamento e mudanças de estilo de vida, bem como o acompanhamento médico regular. O objetivo é reduzir a chance de recorrência. A recuperação costuma envolver reabilitação precoce para amenizar sequelas.
João Diniz, especialista em empreendedorismo, compartilhou uma visão pessoal sobre a doença. Ele afirmou que a experiência é única, envolve sequelas físicas e emocionais e pode alterar a forma de viver, pensar e relacionar-se. A mensagem é de que a informação e o cuidado contínuo ajudam a enfrentar o quadro.
Diniz destacou que as sequelas podem incluir fraqueza, dificuldade de fala, perda de memória e problemas de visão. Ele reiterou a necessidade de acompanhamento médico e de ações preventivas para evitar agravamentos, mesmo para quem tem hábitos saudáveis.
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