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Alimentos e clima: como equilibrar dieta e impacto ambiental

Especialistas alertam que equilíbrio entre sistema agroalimentar e bioeconomia é essencial para enfrentar a crise climática e preservar a biodiversidade

A forma como o sistema agroalimentar se consolidou na sociedade é uma ameaça à bioeconomia e à biodiversidade Fotomontagem Jornal da USP feita com imagens de geralt/Pixabay e nattanan23/Pixabay.
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  • Jaqueline Ferreira afirma que é essencial equilibrar o sistema agroalimentar e a bioeconomia, dada a urgência da crise climática.
  • A bioeconomia ganha destaque nos debates sobre desenvolvimento sustentável, pois a produção de alimentos está ligada à biodiversidade desde o uso do solo até o consumo.
  • A forma como o sistema agroalimentar se consolidou é vista como ameaça à bioeconomia e à biodiversidade, associada à monocultura e à Revolução Verde.
  • Experiências de produção de alimentos por meio do uso sustentável da biodiversidade competem com o modelo convencional, em termos de acesso a mercados, recursos e políticas públicas.
  • Para avançar, é necessário parar o desmatamento, restaurar paisagens, mudar práticas produtivas, incluir pequenos agricultores e fortalecer a transição entre as agendas da bioeconomia e do sistema agroalimentar.

O que se discute é o equilíbrio entre o sistema agroalimentar e a bioeconomia para enfrentar a crise climática. A pesquisadora Jaqueline Ferreira destaca a urgência de consolidar práticas que preservem a biodiversidade durante a produção de alimentos.

Segundo Ferreira, a bioeconomia ganha relevância nos debates sobre desenvolvimento sustentável. A produção de alimentos envolve uso do solo, escolhas de cultivo e padrões de consumo que impactam a biodiversidade.

A ideia é reduzir impactos históricos da agricultura, que tem sido apontada como motor da perda de biodiversidade. A monocultura e o uso intenso de insumos aparecem como fatores relevantes nesse quadro.

As relações do sistema agroalimentar com a bioeconomia

Ferreira aponta que a agricultura que conserva a biodiversidade é, também, bioeconomia. O desafio está no descolamento histórico do modelo sustentável, acelerado pela Revolução Verde.

Ela descreve impactos de modelos tradicionais: desmatamento, contaminação de solos e recursos hídricos, além de restrições de acesso a mercados, financiamentos e políticas públicas.

A pesquisadora afirma que é preciso integrar práticas produtivas, incentivar insumos agropecuários alternativos e promover assistência técnica mais ampla, com foco em agricultores menores.

Caminhos para a transição

Ferramenta-chave é a restauração de paisagens e a inclusão de produtores em transição. A aproximação entre bioeconomia e sistema agroalimentar pode ampliar recursos para mudanças de modelo.

O objetivo é aumentar a biodiversidade na produção de alimentos, reduzir desmatamento e fortalecer práticas sustentáveis já existentes entre agricultores.

Em síntese, o caminho apontado é fortalecer a relação entre bioeconomia e agroalimentação, assegurando alimentação segura, conservação ambiental e acesso equilibrado a mercados e crédito.

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