- A expansão da IA aumenta o consumo de eletricidade e água, pressionando redes e infraestrutura em várias regiões.
- Na Flórida, lei proíbe uso de água destinada ao abastecimento público por centros de dados de IA durante períodos de seca e impede reajustes tarifários relacionados.
- Em Utah, houve protestos contra a construção de novos centros de dados, com centenas de manifestantes em fore e nas proximidades.
- Empresas avaliam a computação orbital, que usaria energia solar contínua no espaço para processar IA e enviar apenas os resultados de volta à Terra.
- Especialistas apontam obstáculos como alto custo de lançamento, proteção contra radiação e dissipação de calor, mantendo a ideia em estágio de estudo, apesar de interesse de empresários como Elon Musk.
A expansão da inteligência artificial alavancou o consumo de energia e água, pressionando redes de infraestrutura em diversos países. Centros de dados crescem rapidamente, elevando a demanda por eletricidade para treinamentos de modelos cada vez maiores. A avaliação é de analistas citados pelo Gulf News.
Além do consumo, há resistência de comunidades locais diante de novos empreendimentos. Em maio, o governador da Flórida, Ron DeSantis, sancionou lei que restringe o uso de água para centros de IA em períodos de seca e afeta tarifas cobradas aos consumidores. A situação reverbera em outros estados.
Na semana passada, Utah ganhou atenção com protestos contra a construção de um novo data center. Cerca de 600 pessoas participaram de um ato em um ginásio municipal, com centenas de manifestantes do lado de fora. Dados do setor indicam aumento de objeções entre 2023 e 2026.
Computação orbital entra no radar das empresas
Diante da crise energética, empresas estudam alternativas, incluindo a instalação de centros de dados em órbita, movidos a energia solar. A ideia é manter alimentação constante e reduzir impactos terrestres de uso de água, solo e redes elétricas.
A proposta prevê processamento no espaço, com apenas o resultado retornando à Terra. A energia solar orbital seria explorada para alimentar operações de IA, segundo discussões no setor. A viabilidade técnica ainda é tema de debate.
Elon Musk sinalizou que a eletricidade pode se tornar o principal limitador da IA, sugerindo que satélites com energia solar poderiam oferecer computação de IA a longo prazo. Críticas apontam que o custo de lançamento e a radiação são entraves.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, disse que a ideia é ambiciosa, mas ainda não está pronta. Projetos exigem proteção contra radiação, gestão de calor e manutenção de equipamentos em órbita, além de custos elevados. Pesquisas seguem, com governos e empresas avaliando o caminho.
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