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Orby.co utiliza IA na recuperação de movimentos no setor neurotech brasileiro

Orby.co prepara a venda comercial da Ortech, plataforma de neuromodulação não invasiva; produção inicial de até 640 dispositivos/mês e pedidos de R$ 44 milhões, à espera de aprovação regulatória

Orby.co, a neurotech brasileira que aplica AI na recuperação de movimentos
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  • Orby.co, liderada pela CEO Duda Franklin, desenvolve a Ortech, plataforma de eletroestimulação não invasiva para reabilitação de movimentos, alívio da dor crônica e preparo físico de atletas, com IA que ajusta os estímulos.
  • O dispositivo não exige cirurgia; sensores no corpo captam dados biomecânicos e o software de IA interpreta e ajusta os parâmetros.
  • A produção inicial será em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, com capacidade de até 640 unidades por mês, ainda sujeita à homologação regulatória para venda.
  • Já há intenção de compra de 500 kits, totalizando R$ 44 milhões; os nomes dos clientes não são divulgados por motivos estratégicos e de confidencialidade.
  • A empresa recebeu duas rodadas de investimento com investidores-anjos como Ricardo Villela Marino, Charles Krieck, Guilherme Chapiewski e Paulo Carvão; a Orby.co é avaliada em US$ 40 milhões; o mercado global de neuromodulação somou US$ 6,3 bilhões no último ano e pode chegar a US$ 14 bilhões até 2033.

A startup brasileira de neurotecnologia Orby.co prepara o lançamento comercial de sua plataforma Ortech, que usa inteligência artificial para apoiar a recuperação de movimentos e o alívio de dores crônicas. A CEO e cofundadora é Duda Franklin, 27 anos, pesquisadora com formação em engenharia biomédica pela UFRN.

Duda começou a programar aos 14 anos e consolidou sua trajetória acadêmica na mesma instituição, em Natal. Hoje, ela lidera a empresa ao lado de Kalynda Gomes, 24, cofundadora e brand strategist, com foco em ampliar aplicações da tecnologia para reabilitação, fisioterapia e preparo físico de atletas.

A Ortech funciona sem invasão nem cirurgia. Sensores presos ao corpo captam dados biomecânicos, que são interpretados por um software de IA que ajusta os parâmetros de estimulação em tempo real, conforme a necessidade clínica ou esportiva.

Desenvolvimento e produto

A ideia ganhou fôlego em 2021, quando a Orby.co foi vencedora na categoria bem-estar de um hackathon no Hacking.Rio. Desde então, a empresa vem avançando pela fase regulatória para iniciar comercialização.

Segundo a empresa, o mercado global de neuromodulação movimentou US$ 6,3 bilhões no último ano e pode chegar a US$ 14 bilhões até 2033. A Orby.co planeja fabricar os dispositivos em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo.

A capacidade inicial de produção é de até 640 unidades por mês. A empresa já tem intenções de compra anunciadas de 500 kits, totalizando aproximadamente R$ 44 milhões, segundo a startup.

Nomes dos clientes seguem em confidencialidade por estratégia comercial, segundo Kalynda Gomes, cofundadora e responsável pela marca. A empresa não revelou valores de captação já realizados, mas estima avaliação de US$ 40 milhões.

Investimentos e estrutura

A Orby.co já realizou duas rodadas de investimento, com participação de investidores-anjos de destaque, como Ricardo Villela Marino, Charles Krieck, Guilherme Chapiewski e Paulo Carvão, que integram o conselho. A participação de executivos de empresas de tecnologia e serviços reforça o perfil da startup.

O aporte de programas de apoio ao empreendedorismo do Sebrae-RN também figure junto a outras iniciativas. No ano anterior, a empresa foi premiada no BNDES Garagem, recebendo R$ 80 mil.

O objetivo é chegar ao mercado após a conclusão da homologação regulatória e iniciar a comercialização da Ortech, com foco em centros de reabilitação, clínicas de medicina esportiva e acompanhamento médico.

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