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Protocolo Zero Trust fortalece defesa contra deepfakes

Protocolo Zero Trust amplia segurança em transmissões ao vivo, combatendo deepfakes com autenticação multifator, validação de dispositivos e resposta a incidentes

Foto: Divulgação Grupo RG Eventos/José Júnior / DINO
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  • Protocolos de segurança Zero Trust ganham espaço para monitorar transmissões ao vivo e validar acessos, reduzindo riscos de deepfakes em eventos com autoridades e informações sensíveis.
  • Dados apontam que fraudes com deepfake cresceram 126% no Brasil nos últimos dois anos, respondendo por quase 39% dos ataques na América Latina; nos EUA, o volume subiu 1.740% desde 2024.
  • Especialista José de Souza Junior defende que a segurança em eventos híbridos precisa de autenticação multifator, credenciais individuais, acesso por função, segmentação de rede, validação de dispositivos e plano de resposta a incidentes.
  • O risco de invasão por IA já é real: conteúdos falsos podem circular antes da checagem, exigindo que a segurança seja parte da arquitetura do evento desde o planejamento.
  • O Tribunal Superior Eleitoral adotou medidas para evitar fraudes com IA, proibindo publicação ou impulsionamento de conteúdos gerados ou alterados por IA nas 72 horas antes do pleito e nas 24 horas após.

O protocolo Zero Trust ganha relevância para enfrentar deepfakes em transmissões ao vivo. Especialistas afirmam que a manipulação de voz por inteligência artificial representa risco real em eventos com autoridades, executivos e dados sensíveis. A tendência é reforçar autenticação, monitoramento e governança.

A partir de estudos recentes, fraudes com deepfake cresceram no Brasil e na América Latina, com queda de confiança pública em conteúdos manipulados. No Brasil, a detecção de fraudes é mais eficiente que em vizinhos, embora volumes de ataques tenham alta expansão. Nos EUA, o uso de deepfakes em golpes disparou de forma expressiva segundo pesquisas de segurança.

Segundo José de Souza Junior, advogado e professor especialista em cibersegurança, o modelo Zero Trust parte do princípio de que ninguém é confiável por padrão. Para reduzir riscos, ele recomenda combinações entre tecnologia e governança, como autenticação multifator, credenciais individuais, controle de transmissão e registro de logs.

Ainda conforme o especialista, o risco de invasão deixou de ser hipotético. Conteúdos falsos podem circular antes de qualquer checagem, exigindo que a segurança em eventos híbridos seja integrada desde o planejamento. A arquitetura do evento precisa prever proteção de chaves de streaming e monitoramento contínuo.

No campo eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral tem adotado medidas para limitar impactos de conteúdos criados por IA. Uma resolução proíbe publicação e impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas antes do pleito e nas 24 horas após o seu encerramento, visando preservar a integridade das informações.

Entre os principais riscos, estão o reputacional e o operacional, com impactos também jurídicos. Áudios falsos atribuídos a autoridades podem comprometer credibilidade, enquanto orientações falsas podem colocar equipes em risco. A ausência de registros técnicos dificulta a comprovação de fraude.

Estudos de mercado apontam crescimento do segmento de segurança Zero Trust, com previsões de faturamento global acima de US$ 49 bilhões em 2026 e projeções de quase US$ 149 bilhões até 2034. O avanço reflete a demanda por proteção de ambientes digitais diante de fraudes cada vez mais sofisticadas.

Para atuação em grandes eventos, o especialista destaca que empresas especializadas podem mapear riscos, monitorar transmissões em tempo real e reportar evidências técnicas. A resposta rápida, com uma sala de situação digital, é essencial para preservar a narrativa correta.

O conjunto de práticas envolve não apenas tecnologia, mas cadeia de custódia, governança e planos de resposta a incidentes. Em eventos de alta exposição, a segurança digital precisa funcionar como elemento central, evitando que uma fraude dite a agenda.

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