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Tubarões-mangona são avistados no litoral de São Paulo em registro raro

Registro inédito de reprodução de tubarão-mangona no litoral norte de São Paulo, após estudo de quatro anos na região de Alcatrazes

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  • Tubarões-mangona, espécie em risco de extinção, estão se reproduzindo no litoral norte de São Paulo, segundo estudo da Unifesp.
  • A pesquisa analisou mais de quatrocentas horas de imagens ao longo de quatro anos no Arquipélago de Alcatrazes.
  • Câmeras instaladas em recipientes com sardinhas permitiram observar o comportamento da espécie, com registro de acasalamento recente na fêmea.
  • A queda da população de tubarão-mangona ao longo da costa brasileira atingiu cerca de noventa por cento nas últimas décadas, em meio a mudanças climáticas e poluição; a gestação é longa e, na maioria das vezes, resulta em apenas um filhote.
  • A próxima fase envolve ampliar a área de estudo e buscar mais tubarões-mangona ao longo da costa, ressaltando a importância do refúgio de Alcatrazes para a espécie.

O litoral norte de São Paulo registra sinais de reprodução de tubarões-mangona, espécie ameaçada de extinção. A descoberta resulta de um estudo conduzido pela Unifesp, que analisou mais de 400 horas de imagens ao longo de quatro anos no Arquipélago de Alcatrazes. A pesquisa envolve uso de câmeras ligadas a recipientes com sardinhas para atrair os animais.

A equipe acompanha o comportamento da espécie de forma remota. Um mergulhador profissional registrou as observações, observando marcas no dorso da fêmea que indicam acasalamento recente. A impressão é de que os avistamentos aumentaram, não apenas do mangona, mas também de outras espécies ameaçadas.

O estudo destaca que, nas últimas décadas, mudanças climáticas e poluição contribuíram para a queda de até 90% da população de tubarão-mangona ao longo da costa brasileira. A espécie possui uma das taxas de reprodução mais lentas do reino animal, com gestação que pode durar até um ano e pouca sobrevivência entre os filhotes.

Segundo o biólogo Fábio Motta, a pesquisa é pioneira ao documentar atividades vitais para o ciclo de vida da espécie dentro do refúgio de Alcatrazes. A próxima fase prevê ampliar a área de estudo e buscar novas ocorrências ao longo da costa brasileira.

A pesquisadora Ana Clara Sá Athayde classificou o registro como um momento particularmente marcante para o grupo. O estudo visa mapear padrões de reprodução e uso do habitat, contribuindo para estratégias de conservação da espécie.

O avanço tecnológico utilizado inclui monitoramento remoto com armadilhas sonantes, que permite observar comportamentos sem perturbar os animais. As imagens também ajudam a entender a distribuição da espécie no refúgio.

Especialistas indicam que a continuidade do estudo pode sinalizar mudanças positivas na população local, desde que aliadas a medidas de proteção ambiental. A equipe pretende ampliar parcerias para ampliar o monitoramento ao longo da costa paulista.

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