- A Anvisa aprovou o fezolinetanto (Veoza), medicamento não hormonal para ondas de calor e suores noturnos moderados a intensos na menopausa.
- O remédio age em mecanismos cerebrais de regulação da temperatura, bloqueando a ligação do neurocinina B a neurônios no hipotálamo.
- Ao contrário da terapia hormonal, o fezolinetanto não repõe estrogênio e não trata ressecamento vaginal ou perda de massa óssea; é específico para controlar calorões.
- Em estudos, houve redução dos calorões já nas primeiras semanas; efeitos adversos comuns incluem dor abdominal, diarreia, insônia, dor nas costas e alterações hepáticas, com necessidade de avaliação da função do fígado antes do tratamento.
- A indicação é individualizada; contraindicações segundo bula internacional incluem cirrose, insuficiência renal grave ou doença renal terminal, e o produto depende de bula brasileira definitiva e definição de preço pela CMED para chegar ao mercado.
A Anvisa aprovou um medicamento não hormonal para tratar ondas de calor e suores noturnos associadas à menopausa. O produzido pela Astellas, o fezolinetanto (Veoza), surge como opção para mulheres que não podem fazer terapia hormonal. A indicação é individual, após avaliação médica.
A nova terapia atua nos mecanismos cerebrais ligados à regulação da temperatura corporal, reduzindo as ondas de calor moderadas a intensas. O mecanismo envolve o bloqueio da ligação do neurocinina B (NKB) a neurônios no hipotálamo.
Como funciona e diferenças em relação à terapia hormonal
Ao contrário da reposição hormonal, o fezolinetanto não fornece estrogênio. Ele modula sinais no cérebro para controlar a temperatura, sem tratar ressecamento vaginal ou perda de massa óssea. Continua sendo uma alternativa específica para vasomotores.
O uso depende de avaliação clínica, sobretudo por contraindicações. Estudos mostraram redução significativa de calorões nas primeiras semanas, com efeitos mantidos ao longo do tratamento. Em FDA, há ressalvas sobre doenças hepáticas graves.
Indicações, contraindicações e segurança
Entre os efeitos adversos mais comuns estão dor abdominal, diarreia, insônia, dor nas costas e alterações hepáticas. Antes de iniciar, a função do fígado deve ser avaliada. Cirrose, insuficiência renal grave e uso de certos fármacos são contraindicações.
A Anvisa ainda não publicou a bula definitiva no Brasil, o que pode trazer orientações operacionais adicionais. O preço do medicamento depende da CMED, com disponibilidade condicionada a definições regulatórias.
Sobre acesso e uso
A terapia hormonal continua sendo mais eficaz para vasomotores e pode tratar outros efeitos da queda de estrogênio. O fezolinetanto, porém, oferece uma alternativa não hormonal para quem não pode ou não quer hormônios.
A aprovação representa ampliar opções de cuidado, exigindo avaliação médica individualizada para definir se o medicamento é adequado para cada caso. Fontes reiteram que não substitui a terapia hormonal.
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