- RNW26, em Roma de 25 a 28 de maio, na FAO, discutiu como transformar evidência em decisão na nutrição e nos sistemas alimentares.
- O encontro reforçou a necessidade de cooperação intersetorial, financiamento alinhado e arranjos multinível para avançar os objetivos de desenvolvimento sustentável e as metas globais de nutrição.
- No primeiro dia, enfatizou-se que dados robustos são condição para políticas eficazes; destacaram-se ferramentas como CoAHD, PolOpT e as diretrizes FSBDG para informar decisões.
- O Brasil participou como produtor de metodologia, citando o Programa Nacional de Alimentação Escolar e iniciativas como Guia Alimentar para a População Brasileira e o Alimenta Cidades.
- Pesquisadores brasileiros apresentaram o MISFS-R e o MUFII, que avaliam sistemas alimentares e insegurança alimentar em múltiplos estados, oferecendo base para políticas públicas voltadas à transformação estrutural.
Durante a Rome Nutrition Week 2026, realizada de 25 a 28 de maio na FAO, em Roma, debateu-se a passagem da evidência à decisão em nutrição e sistemas alimentares. O evento reuniu pesquisadores, gestores e representantes setoriais, com participação presencial e virtual.
O tema Moldando o Futuro da Ação Nutricional Conjunta guiou as discussões, que buscaram coordenar financiamento, cooperação interagencial e transformação de evidências em políticas. Foram apresentadas inovações para alinhavar sistemas agroalimentares, investimentos e soluções locais.
O encontro destacou que dados robustos são condicionantes de políticas eficazes. Assuntos como dietas saudáveis, equidade e resiliência climática ganharam atenção para antecipar trade-offs e ampliar cobenefícios entre setores.
Ferramentas e diretrizes
Ferramentas como CoAHD e PolOpT ajudam a entender custo, acessibilidade e otimização de gastos públicos. A FAO apresentou ainda diretrizes de dietas baseadas em sistemas, conectando saúde, sustentabilidade e equidade.
A mensagem central foi a necessidade de combinar métricas e romper silos entre agências e níveis de governo. A ideia é que problemas complexos exigem expertise integrada, não soluções isoladas, inclusive na pesquisa.
Participação brasileira e contribuições metodológicas
O Brasil participou ativamente, destacando políticas públicas e metodologias. O Programa Nacional de Alimentação Escolar foi citado em sessão sobre alimentação escolar inclusiva, com presença da primeira-dama e da presidente do FNDE.
Também ganharam relevância o Guia Alimentar para a População Brasileira e a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional nas Cidades, o Alimenta Cidades.
Inovações nacionais e índices
Membros do INCT Combate à Fome apresentaram metodologias como o MISFS-R, que avalia 26 estados e capitais em 46 indicadores sociais, nutricionais, ambientais e econômicos. Outro exemplo é o MUFII, com 12 indicadores alinhados aos ODS.
O MUFII quantifica a insegurança alimentar em 27 estados (2018 e 2022), mostrando piora especialmente no Norte e Nordeste. As abordagens ampliam o diagnóstico para orientar políticas com foco regional.
Onde agir e por quê
As iniciativas brasileiras destacam o papel de transformar evidência em ferramentas de decisão. O objetivo é orientar ações que melhorem a nutrição e a segurança alimentar, com impactos mensuráveis nos ODS e nas metas globais.
Ao fim, a RNW26 reforçou que alinhar dados, políticas e financiamento é essencial para transformar conhecimento em resultados concretos na alimentação e nos sistemas alimentares.
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