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Triagem neonatal: cinco exames essenciais para recém-nascidos

Triagem neonatal envolve cinco exames nos primeiros dias, detecta doenças tratáveis e evita sequelas graves e riscos de morte súbita

A triagem neonatal é essencial para descobrir se o bebê está saudável e investigar possíveis doenças
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  • Nos primeiros 28 dias de vida, além do teste do pezinho, existem outros quatro exames essenciais para detectar doenças em recém-nascidos: olhinho, orelhinha, coraçãozinho e linguinha (este último disponível apenas na rede particular).
  • O pezinho é feito entre o 3º e o 5º dia de vida e, no Brasil, está presente em 96,5% das crianças; ele identifica deficiências como tireoide, anemia e fenilcetonúria, entre outras.
  • O teste do olhinho verifica o desenvolvimento ocular e pode detectar catarata congênita, glaucoma e retinoblastoma, com repetições recomendadas pelo pediatra durante as consultas.
  • O teste da orelhinha avalia respostas ao estímulo sonoro para detectar surdez congênita; se não houver resposta na maternidade, deve ser repetido em até 30 dias.
  • O teste do coraçãozinho, feito entre 24 e 48 horas de vida, mede a oxigenação e ajuda a identificar cardiopatias que possam exigir intervenção precoce; não realizar pode deixar doenças sem diagnóstico.

A triagem neonatal é um conjunto de exames realizados nos primeiros 28 dias de vida para confirmar que o bebê está saudável ou identificar doenças tratáveis precocemente. Além do teste do pezinho, realizado por grande parte das famílias, há outras avaliações importantes que podem detectar alterações em visão, audição, coração e orientação da amamentação.

A importância desses procedimentos é destacada por profissionais da obstetrícia, que ressaltam que os exames são, em geral, seguros e de baixo desconforto para a criança. A detecção precoce pode favorecer intervenções rápidas e evitar sequelas graves.

Testes e doenças detectadas

Bianca Borges, médica do AmorSaúde, detalha os exames da triagem neonatal e o que cada um avalia. O teste do pezinho ocorre entre o 3º e o 5º dia de vida e utiliza gotas de sangue do calcanhar para identificar doenças como hipotireoidismo, anemia e fenilcetonúria. Em rede particular, a lista de doenças detectáveis é maior.

O teste do olhinho verifica reflexos da retina, auxiliando a identificação de catarata congênita, glaucoma e retinoblastoma. O teste da orelhinha usa um fone para testar respostas sonoras, permitindo detectar surdez congênita.

O teste do coraçãozinho deve ser feito entre 24 e 48 horas de vida, medindo a oxigenação nas mãos e em um pé. O objetivo é detectar cardiopatias que possam exigir intervenção precoce. O teste da linguinha, disponível apenas na rede particular, avalia o freio da língua para identificar anquiloglossia, que pode impactar amamentação e fala.

Quando os resultados exigem atenção

A médica explica que alterações encontradas nos testes não equivalem a um diagnóstico definitivo. Em caso de indícios, o bebê é encaminhado para exames adicionais ou avaliação com especialistas como hematologistas, cardiopediatras ou oftalmologistas. O acompanhamento pode incluir novas análises de sangue ou consultas com geneticistas.

Caso haja necessidade de tratamento, as opções variam desde ajustes na alimentação, reposição hormonal, uso de colírios até intervenções cirúrgicas. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores as chances de garantir desenvolvimento saudável e qualidade de vida.

Riscos de não realizar a triagem

De acordo com a médica, a maioria das enfermidades rastreadas é assintomática no início, o que torna a triagem fundamental para evitar atrasos no diagnóstico. Sem tratamento imediato, há potencial para impactos no desenvolvimento e, em casos graves, risco de consequências fatais nos primeiros meses.

A ausência de exames pode também levar a cegueira, surdez ou prejuízos no desenvolvimento cerebral, além do risco aumentado de morte súbita em situações como doenças cardíacas não identificadas ou crises associadas à hiperplasia adrenal congênita.

Por Fellipe Gualberto

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