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Maíra Cardi relata reação ao PMMA 20 anos após aplicação e alerta para riscos

Riscos do PMMA podem emergir décadas após a aplicação, com complicações graves e remoção quase sempre complexa e incompleta

Maíra Cardi expôs complicações no rosto 20 anos após PMMA
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  • Maíra Cardi relatou complicações no rosto 20 anos após aplicações de PMMA.
  • Dermatologista explica que o PMMA é material sintético permanente e pode causar problemas ao longo do tempo, incluindo necrose, inflamações crônicas e nódulos.
  • Os riscos podem aparecer logo após a aplicação ou décadas depois, com possibilidade de inflamação tardia e rejeição.
  • A remoção é complexa, podendo exigir cirurgia; em alguns casos há uso de laser, mas nem sempre é possível retirar tudo.
  • O organismo pode rodear o PMMA com tecido fibroso e formar um casulo, o que torna o volume definitivo e dificulta a retirada.

Maíra Cardi relatou complicações decorrentes do uso de PMMA em procedimentos estéticos realizados há cerca de 20 anos. A influenciadora afirma ter sido orientada por uma dermatologista a acreditar que o procedimento era seguro. Hoje, ela relata dificuldades associadas ao produto.

A dermatologista Dra. Ligia Novais, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o PMMA é um material sintético permanente. O uso dessa substância ganhou espaço em consultórios devido ao custo baixo, mas não é amplamente recomendado.

Riscos podem aparecer logo após a aplicação ou ao longo dos anos. Complicações incluem necrose, inflamações crônicas, rejeições, infecções e formação de nódulos endurecidos. A permanência do PMMA facilita eventos tardios.

Como o PMMA atua no organismo

Após a injeção, o corpo reconhece o PMMA como corpo estranho e não o elimina. Forma-se um casulo de tecido fibroso ao redor das partículas, o que pode manter o volume de forma definitiva.

A remoção é possível, mas complexa. Em muitos casos, envolve cirurgia para retirar tecidos afetados. Também há opções menos invasivas, como laser, para romper estruturas fibrosas antes de tentar a retirada.

Segundo a médica, o PMMA pode se infiltrar entre músculos, gordura, nervos e vasos sanguíneos, elevando o risco de cicatrizes e lesões. A decisão de optar pela cirurgia depende da situação individual.

No relato de Maíra Cardi, o vídeo mostra protuberâncias no rosto e a impressão de que o produto estaria saindo. A dermatologista aponta reação inflamatória intensa do organismo, uma forma de rejeição tardia, não uma expulsão física do material.

É comum que complicações tardias surjam em 10, 15 ou 20 anos após a aplicação. O sistema imunológico pode conviver com o PMMA por longos períodos sem sinais, até que fatores como infecções ou envelhecimento da pele trigger uma resposta inflamatória.

A médica reforça que histórico de ausência de sintomas não garante ausência de problemas futuros. O uso do PMMA não é recomendado, mesmo diante de relatos de longa estabilidade.

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