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Nova espécie de tubarão descoberta na Papua-Nova Guiné pode andar no fundo

Nova espécie de tubarão-tapete é encontrada em águas rasas de Papua-Nova Guiné, caminha pelo fundo usando nadadeiras como patas e tolera baixa oxigenação

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  • Pesquisadores encontraram uma espécie de tubarão-tapete em águas rasas de Papua-Nova Guiné, a menos de um metro da superfície.
  • O animal caminha pelo fundo usando nadadeiras peitorais e pélvicas como patas, semelhante a um pequeno lagarto terrestre.
  • A espécie foi batizada de Hemiscyllium dudgeonae, em homenagem à pesquisadora Christine Dudgeon, após confirmação genética.
  • A observação inicial foi feita pela estudante Jess Blakeway e, depois, os testes de DNA comprovaram que é uma nova espécie.
  • Além da locomoção, a genética indica tolerância a horas em água com baixo oxigênio, destacando a importância de conservação e mais pesquisas sobre a população e reprodução.

Na costa de Papua-Nova Guiné, uma equipe internacional de pesquisadores identifica uma espécie de tubarão que caminha pelo fundo do mar. O achado ocorreu em águas rasas, próximo à superfície, durante mergulhos de rotina. A descoberta traz uma nova visão sobre a plasticidade desses predadores marinhos.

A espécie, batizada de Hemiscyllium dudgeonae, foi confirmada por testes genéticos em laboratório. O trabalho homenageia a pesquisadora Christine Dudgeon, dedicada ao estudo desses peixes aquáticos há mais de duas décadas. Uma estudante, Jess Blakeway, ajudou na observação inicial.

Como ocorre a caminhada

Os tubarões utilizam nadadeiras peitorais e pélvicas como patas, caminhando sobre os recifes de coral. Movimentos lentos permitem explorar cantos do fundo em busca de alimento, especialmente durante a maré baixa, quando áreas ficam isoladas.

A habilidade de andar facilita a caça de presas presas em poças temporárias. A movimentação lembra a de pequenos lagartos terrestres, adaptada a um ambiente com baixa oxigenação em certainos momentos do ciclo da maré.

Implicações e conservação

Genética dos animais revela resistência a extensos períodos com oxigênio reduzido na água, contribuindo para a compreensão de adaptações evolutivas. Pesquisas acompanham tamanho da população e hábitos reprodutivos, para orientar medidas de proteção.

Especialistas ressaltam a importância de conservar ecossistemas oceânicos, já que a espécie é restrita a áreas específicas e sensível a poluição e mudanças climáticas. O estudo busca mapear áreas vizinhas onde outras famílias possam existir.

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