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Pesquisadores brasileiros apontam alternativas sustentáveis contra o mofo azul nas frutas

Pesquisadores identificam moléculas-chave do mofo azul nas laranjas, abrindo caminho para inibidores específicos e controle sustentável da doença pós-colheita

Foto: Nancy Hughes/Unsplash
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  • O mofo azul é causado pelo fungo Penicillium italicum, que mancha de azul as frutas cítricas e coloca em risco lotes na pós-colheita.
  • Pesquisas da Unicamp e da USP, com apoio da Fapesp, revelam estratégias do fungo para vencer defesas da fruta e superar microrganismos protetores da casca.
  • O patógeno ataca não apenas as defesas da fruta, mas também os micróbios benéficos residentes na superfície, neutralizando antifúngicos da planta.
  • Foram usadas metabolômica e imageamento por espectrometria de massa para identificar moléculas-chave; a ausência de determinados compostos reduz o crescimento do fungo, indicando potenciais alvos de controle.
  • No Brasil, maior produtor de laranja, o mofo azul é o segundo problema pós-colheita; o estudo foi premiado pelo Journal of Agricultural and Food Chemistry em 2025 e aponta caminhos para inibidores específicos que façam controle mais sustentável.

O mofo azul, causado pelo fungo Penicillium italicum, provoca manchas azuis em frutas cítricas e ameaça lotes inteiros durante o armazenamento. Pesquisadores brasileiros identificaram estratégias do patógeno para vencer defesas da fruta e de microrganismos benéficos da casca.

Umas das principais descobertas vêm de pesquisadores da Unicamp e da USP, com apoio da FAPESP. O estudo teve reconhecimento internacional, sendo eleito o melhor artigo científico de 2025 pelo Journal of Agricultural and Food Chemistry.

A pesquisa revelou que o fungo ataca pequenas lesões na casca, libera enzimas e inicia a degradação da parede do fruto. Em resposta, a fruta produz flavonoides antifúngicos para conter o avanço da infecção.

No entanto, o P. italicum produz substâncias químicas que enfraquecem essas defesas e também as comunidades microbianas protetoras da casca. Os autores usaram metabolômica para mapear essas moléculas-chave.

Técnicas de imageamento por espectrometria de massa mostraram onde cada composto atua ao longo da infecção, revelando a disputa entre o fungo, as defesas da fruta e os microrganismos protetores.

Experimentos de laboratório indicam que a ausência de certos compostos reduz o crescimento do fungo, apontando alvos para novos métodos de controle sem prejudicar o fruto ou o meio ambiente.

A pesquisa sugere que, ao entender as moléculas envolvidas, será possível desenvolver inibidores específicos que atrapalhem o patógeno sem depender apenas de fungicidas sintéticos.

O problema é econômico: o nesting, disseminação rápida dentro de caixas de armazenamento, pode contaminar grandes quantidades de frutas em pouco tempo, elevando perdas em regiões produtoras.

No Brasil, maior produtor de laranja e principal exportador de suco, esse conhecimento sobre o comportamento do patógeno representa um passo para reduzir prejuízos e ampliar a segurança do manejo pós-colheita.

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